Como funciona a paixão de Cristo

Autor: 
Sílvio Anaz

A paixão de Cristo é uma das histórias mais conhecidas e revividas no planeta. Nas últimas décadas, tornou-se também uma das mais polêmicas. Um dos motivos são as versões cinematográficas que lançaram novos olhares sobre o episódio bíblico. Uma delas, dirigida por Mel Gibson, um católico tradicionalista, mereceu pelo menos 30 artigos do New York Times no ano de seu lançamento em 2004, em função das suas imagens violentas e chocantes e dos protestos de religiosos que a consideraram “anti-semita”.

Paixão de Cristo filme
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Cena do polêmico filme "A Paixão de Cristo", dirigido por Mel Gibson

 

Do cinema hollywoodiano aos tradicionais rituais nas paróquias de bairro, a narrativa da paixão de Cristo tem motivado as maiores demonstrações de fé da humanidade, inspirado produções artísticas e gerado lucrativas receitas. O filme dirigido por Mel Gibson, por exemplo, teve um custo em torno de US$ 30 milhões e faturou mais de US$ 600 milhões no mundo inteiro (uma das 40 maiores bilheterias de todos os tempos). No Brasil, uma superprodução teatral realizada em Nova Jerusalém (Pernambuco), uma cidade cenográfica de cem mil metros quadrados, reúne um elenco de estrelas para encenar a paixão de Cristo para cerca de 70 mil espectadores, que pagam entre R$ 30 e R$ 40 por ingresso.

Na origem de tudo isso está uma celebração católica que revive aqueles que teriam sido os últimos momentos da vida de Jesus. A paixão de Cristo faz parte da chamada Semana Santa, que concentra algumas das mais importantes datas do cristianismo, como o domingo de Ramos, a Sexta-Feira Santa, o sábado de Aleluia e o domingo de Páscoa. A seguir mostramos o significado da paixão de Cristo e algumas das diversas formas de celebrá-la.