Embora a análise de manchas de sangue seja estudada desde o fim da década de 1980, os investigadores nem sempre reconheceram seu valor. O primeiro estudo conhecido foi realizado no Instituto de Medicina Forense, na Polônia, pelo Dr. Eduard Piotrowski. Ele publicou o livro "Concerning the Origin, Shape, Direction and Distribution of the Bloodstains Following Head Wounds Caused by Blows" (Origem, Formato e Distribuição das Manchas de Sangue dos Principais Ferimentos Causados por Golpes). Casos que incluíam esse tipo de interpretação só começaram a aparecer 50 anos mais tarde.
No caso do Estado de Ohio versus Samuel Sheppard, um depoimento com base em uma evidência encontrada em uma mancha de sangue foi apresentado pelo Dr. Paul Kirk. Esse caso, de 1955, tornou-se um marco pois foi uma das primeiras vezes em que o sistema legal reconheceu a importância desse tipo de análise. O Dr. Kirk mostrou a posição do agressor e da vítima, além de demonstrar que o suspeito atacou a vítima usando a mão esquerda.
Uma outra pessoa importante na área foi o Dr.Herbert MacDonell, que publicou o livro "Flight Characteristics of Human Blood and Stain Patterns" ("Características do Movimento do Sangue Humano e Padrões de Mancha"), em 1971. MacDonell também treinou a polícia em análise de manchas de sangue e desenvolveu cursos para continuar o treinamento de analistas. Em 1983, ele e outros participantes do primeiro Instituto Avançado em Mancha de Sangue fundaram a Associação Internacional de Análise de Manchas de Sangue (IABPA, sigla em inglês). Desde então, a área continuou a crescer e a se desenvolver. Agora ela se tornou uma prática padrão que deve ser feita pelos policiais durante uma investigação da cena do crime.
Um caso famoso que envolveu essa técnica é lembrado por um dito popular conhecido na Austrália (graças à Meryl Streep no filme "Um Grito no Escuro" e à Elaine Bennes no seriado "Seinfeld"): "The dingo ate my baby" ("O dingo - cão selvagem australiano - comeu o meu bebê"). Vamos contá-lo na próxima página.