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O maior dirigível do mundo estava atrasado para a chegada em Lakehurst, nos EUA, na tarde de 6 de maio de 1937. A tempestade que obrigara o Hindenburg a voar mais lento ainda se fazia ouvir quando os cabos de aterrissagem foram jogados. No solo havia um pelotão de jornalistas e câmeras, uma pequena multidão aguardando os passageiros e uma equipe de 200 funcionários que seria responsável por trazer o dirigível lentamente para o chão. A bordo havia 38 passageiros e 59 tripulantes.
O convés superior do dirigível possuía um salão ladeado por corredores envidraçados. Cada cabine dispunha de dois leitos e uma pia. Os alojamentos ocupados por passageiros e tripulantes ficavam atrás da gôndola de controle. |
Logo depois do acidente, imediatamente presumiu-se que o hidrogênio no dirigível de alguma forma se incendiara, realizando as previsões de muitos que avisavam que hidrogênio era muito perigoso para ser usado em transporte público. Na verdade, uma nave menor, a Graf Zeppelin, lançada em 1928 pela primeira vez, já havia transportado mais de 18 mil passageiros em 144 vôos transatlânticos sem nenhum problema. Mas o desastre do Hindenburg foi, apesar disso, um golpe fatal para a indústria dos dirigíveis.
As investigações conduzidas pelos governos norte-americano e alemão concluíram que um vazamento de hidrogênio fora a causa, devido talvez a uma correia solta. Relatórios oficiais afirmaram que uma mistura de ar e hidrogênio se acumulara sob a cobertura do dirigível, e inflamou-se com uma faísca causada pela tempestade.
Curiosamente, nenhum dos sobreviventes se lembrava de ter sentido um cheiro forte antes do acidente, embora o gás tivesse sido aromatizado a alho para que qualquer vazamento fosse identificado rapidamente. Nos anos subseqüentes houve boatos de que as investigações tinham sido falsas e que a tragédia não fora acidental. Hermann Goering, ministro da Aviação do Terceiro Reich, deixou escapar que suspeitava de sabotagem. Graças à “síndrome de Hindenburg” o uso do hidrogênio como recurso energético foi descartado.
Coube ao pesquisador da NASA Addison Bain descobrir a verdade, mais de 60 anos depois do desastre. Gerente do programa de hidrogênio no Centro Espacial Kennedy, Bain questionava as explicações oficiais sobre o desastre do Hindenburg.
A mídia referia-se invariavelmente à explosão do Hindenburg, embora a filmagem mostrasse com clareza que o balão queimara lentamente, levando 34 segundos para ir ao chão. Uma explosão de hidrogênio teria destruído o dirigível, matando instantaneamente todos a bordo e muitos no chão.