As origens da espionagem


Foto cedida Amazon.com (em inglês)
Running Press, 2003; tradução de Ralph D. Sawyer
Embora os ninjas fossem quase sempre japoneses, as origens da filosofia ninja estão na China, onde Sun Tzu escreveu "A Arte da Guerra" (site em inglês) no século IV ou V a.C. "A Arte da Guerra" é um manual para comandantes militares ainda considerado leitura essencial para os militares e executivos modernos. Uma parte do texto em especial provocou alterações na filosofia dos guerreiros japoneses que acabaram aderindo à ideologia do ninja. O capítulo 13 (translated text - em inglês) descreve as vantagens de se propagar informações erradas entre os inimigos, e semear confusão em suas fileiras por meio de truques e sabotagem. Além disso, ele recomenda que os generais saibam o máximo possível sobre o inimigo, usando espiões e outros métodos práticos.

Isso era, em grande parte, antiético para o modo japonês de guerrear. Durante séculos, exércitos de soldados da infantaria e os samurais se enfileiravam e chamavam um ao outro para a disputa de uma batalha honrosa e individual. As táticas dissimuladas defendidas por Sun Tzu eram o oposto. Mas não se podia negar a sabedoria de usar truques e espionagem para vencer guerras, então muitos guerreiros japoneses, mesmo relutantes, passaram a aceitá-la.

A reserva que os japoneses tinham para com os métodos ludibriosos do ninja, aliado a sua clandestinidade inerente, dificulta o estudo da história desses guerreiros misteriosos. Em muitos casos, os historiadores japoneses simplesmente eliminaram dos documentos históricos qualquer menção ao ninja. Se fossem citados, eles eram elevados à condição de seres sobrenaturais e assustadores ou eram mencionados com desdém e repulsa.