Não fazendo um acordo

Embora recusar negociar com os terroristas seja muitas vezes a idéia popularmente política (ninguém quer "ceder" aos terroristas), isso pode ser desastroso. Mesmo que o governo não tenha intenção de conceder as exigências, o próprio processo de negociação é vital para alcançar uma resolução pacífica. Dois dos maiores e horríveis incidentes com reféns na história terminaram em tragédia em grande parte pela total recusa da Rússia em negociar com os separatistas chechenos muçulmanos.

Em outubro de 2002, terroristas armados invadiram um teatro russo, ameaçando explodi-lo se suas exigências para a retirada russa da região chechena não fossem cumpridas até o prazo que eles deram. Os russos esperaram vários dias antes de indicar um diplomata oficial do governo para conduzir as negociações, e depois decidir atacar o teatro usando "gás nocauteante" em vez de negociar mais. No final, 129 reféns morreram, quase todos por causa do gás venenoso. Embora um pobre planejamento e uma falta de cuidados médicos adequados tenham sido os culpados pela alta taxa de mortalidade, outras negociações poderiam ter reduzido o número de casualidades.

Infelizmente, a história se repetiu em 2004, quando separatistas chechenos invadiram uma escola primária em Beslan com um arsenal de armas e bombas. Novamente, os russos recorreram ao ataque armado, com resultados trágicos. Os seqüestradores explodiram o ginásio onde estava a maioria dos reféns. Mais de 300 reféns foram mortos, sendo mais da metade crianças.


Foto cedida Congressista Tom Tancredo, Estado do Colorado
Exterior do ginásio da escola primária de Beslan

Diferentemente, a França tinha a reputação, nos anos 70 e 80, de nação que estava disposta a negociar e fazer acordos com os terroristas. O resultado foi que a França se tornou o primeiro alvo dos ataques terroristas, e os grupos terroristas que fizeram acordos com o governo da França geralmente não os cumpriam.

A seguir, vamos examinar um caso de uma negociação de refém.