A situação de reféns

Embora as situações de reféns possam variar muito com base nas motivações do seqüestrador e nas exatas circunstâncias que envolvem o incidente, há alguns fatos básicos que se aplicam para todas estas situações.
  • O seqüestrador quer algo para obter alguma coisa. Isso pode ser tão simples como dinheiro, segurança pessoal ou uma passagem segura para outro país, ou pode envolver complicados objetivos políticos.
  • O alvo do seqüestrador não é o refém, é uma terceira pessoa (uma pessoa, uma empresa ou um governo), que pode fornecer o que quer que seja que o seqüestrador queira.
  • Os reféns são apenas o meio para a barganha. Eles podem ter valor simbólico (como nos Jogos Olímpicos de Munique em 1972, em que o alvo era o governo israelense e os reféns eram os atletas israelenses), mas os reféns podem ser qualquer pessoa.


Foto cedida Clássicos da Sony Pictures
Foto do documentário "Terror em Setembro" (One Day in September) mostrando um dos seqüestradores nos Jogos Olímpicos de Munique, em 1972

As situações de reféns passam por várias fases diferentes:

  1. fase inicial - essa fase é violenta,  breve e dura tanto quanto os seqüestradores precisam para atacar e dominar os reféns. O final dessa fase geralmente é marcado pela apresentação das exigências dos seqüestradores;

  2. fase de negociação - nesse ponto, os oficiais da lei estão em cena e as exigências provavelmente foram recebidas. Essa fase pode durar horas, dias ou meses e também pode ser referida como "a fase do impasse". Fisicamente, nada sobre a situação muda muito. Os reféns e seus seqüestradores permanecem no mesmo lugar. Entretanto, muita coisa está acontecendo durante essa fase em termos do desenvolvimento da relação entre todos os envolvidos. O trabalho do negociador concentra-se em manipular tal relação de modo que o resultado seja um final pacífico;

  3. fase terminal - essa é breve, e algumas vezes pode ser violenta. Essa fase tem um de três resultados:

    • o seqüestrador se entrega pacificamente e é preso
    • a polícia ataca o seqüestrador matando-o ou prendendo-o
    • as exigências do seqüestrador são concedidas e ele escapa

    O destino dos reféns não depende necessariamente do que acontece durante a fase terminal. Mesmo que os seqüestradores desistam, eles podem ter matado os reféns durante as negociações. Muitas vezes, os reféns são mortos tanto acidentalmente pela polícia quanto intencionalmente por seus captores durante o ataque. Já houve casos em que os seqüestradores tiveram suas exigências concedidas, mas mataram um refém assim mesmo.

Também há o estágio pós-incidente, no qual os efeitos do incidente perdem a eficácia. Esses efeitos podem ser mudanças no status da responsabilidade de grupo, mudanças na relação entre governos mundiais ou aumento na segurança.

Agora que vimos como a maioria das situações de reféns é parecida, vamos ver em que aspectos algumas são diferentes de outras.