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"De acordo com a tradição, ele nasceu em Patara, uma cidade portuária da Lícia. Quando jovem, viajou para a Palestina e o Egito. Ele se tornou bispo de Mira e logo depois retornou para Lícia. Foi preso durante a perseguição de cristãos pelo imperador romano Diocleciano, sendo solto por ordem do Imperador Constantino 'O Grande', e participou do primeiro Conselho de Nicéia (ano 325). Depois de sua morte foi enterrado em sua igreja em Mira e, até o século VI, seu túmulo se tornou bastante conhecido. Em 1087, marinheiros ou comerciantes italianos roubaram seus supostos restos mortais em Mira e levaram para Bari, Itália. Isso aumentou a popularidade desse santo na Europa, fazendo com que Bari se tornasse um dos mais movimentados centros de peregrinação.
A generosidade e bondade desse home gerou lendas. Também espalharam-se notícias de milagres como a história de que teria devolvido a vida a três crianças que haviam sido cortadas em pedaços por um açougueiro e colocadas na salmoura. Na Idade Média, a devoção a Nicolau chegou a todas as regiões da Europa. Ele se tornou o santo padroeiro da Rússia e da Grécia, de instituições de caridade, de crianças, marinheiros, moças solteiras, comerciantes e donos de casas de penhores e de cidades como Friburgo, na Suíça, e Moscou. Milhares de igrejas européias foram dedicadas a ele, incluindo uma no século VI, construída pelo imperador romano Justiniano I, em Constantinopla (agora Istambul). Os milagres de Nicolau eram o assunto favorito de artistas medievais e peças litúrgicas. Oseu dia de festividades tradicionais era ocasião para as cerimônias de "Boy Bishop", um costume difundido por toda Europa, no qual um garoto era eleito bispo e reinava até o Dia dos Santos Inocentes (28 de dezembro).
Depois da Reforma, o culto a Nicolau desapareceu de todos os países protestantes da Europa, exceto Holanda, onde sua lenda persistiu como "Sinterklaas", uma variante holandesa do nome "Saint Nicholas" (São Nicolau). Colonos holandeses levaram essa tradição para Nova Amsterdã (agora cidade de Nova Iorque), nas colônias americanas do século XVII. "Sinterklaas" foi adotado pela maioria dos países de língua inglesa com o nome "Santa Claus" (Papai Noel) e a lenda que dizia que ele era um homem muito bondoso foi unida às lendas populares nórdicas sobre um mágico que castigava crianças levadas e recompensava as boazinhas com presentes".
"Nicolau, SÃO", CD da Enciclopédia Britânica. Versão 97. Enciclopédia Britânica, Inc., 1997
É incrível, porém verdadeiro, que uma imagem comum e popular de Papai Noel que todos nós conhecemos hoje, juntamente com todas as coisas ao redor dele, como o trenó, as renas e a chaminé, tenham vindo de dois acontecimentos que ocorreram nos anos 1800 e de uma campanha publicitária do século XX. Clement Moore escreveu "The Night Before Christmas" (A véspera de Natal) em 1822, para sua família. A história foi usada por um jornal e reimpressa em revistas, e se espalhou por aí como fogo. Moore admitiu sua autoria em 1838. Caso você leia o poema (em inglês), descobrirá que ele deu nome às renas, inventou o trenó, criou a chaminé e os sacos de brinquedos etc. Quase todas as pessoas nos Estados Unidos reconhecem e conseguem recitar esse poema desde 1830.
Entre 1863 e 1886, a Harper's Weekly (uma famosa revista da época) publicou uma série de gravuras de Thomas Nast. A partir dessas imagens surgiu o conceito da fábrica do Papai Noel: ele lendo cartas, checando sua lista de presentes etc. A Coca-Cola também contribuiu para a imagem do Papai Noel publicando uma série de pinturas de Haddon Sundblom em suas propagandas entre 1931 e 1964.
A roupa vermelha e branca veio do verdadeiro São Nicolau. Essas eram as cores dos mantos tradicionais dos bispos.
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