Pesquisas a respeito das diferenças entre os cérebros dos homens e das mulheres também parecem reforçar a idéia de que os homens deveriam ser melhores em matemática. Homens têm 6,5 vezes mais células cinzentas em seus cérebros do que mulheres. Mulheres têm 10 vezes mais células brancas. Células cinzentas criam centros de processamento no cérebro, enquanto células brancas criam as conexões entre eles. Ou seja, homens têm muitas áreas para dados concretos de processamento, como equações matemáticas, enquanto mulheres têm muitas conexões que permitem que visualizem e processem padrões [Fonte: Live Science - em inglês]. Alguns pesquisadores acreditam que essa diferença na estrutura do cérebro reforça a idéia de que homens são melhores em matemática, enquanto mulheres são melhores em idiomas.
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Porém, outros pesquisadores discutem se homens são realmente melhores em matemática. Meninas normalmente tiram melhores notas em matemática. A teoria dos pesquisadores é de que o estereótipo de que mulheres não são boas pode ser responsável por esta discrepância. Segundo Robert Josephs, da University of Texas-Austin (Universidade do Texas-Austin), mulheres temem que sua performance em testes-padrão pode provar que são ruins em matemática. Por essa razão, elas não se saem bem em testes, sem levar em consideração se tiravam boas notas em matemática. Por outro lado, homens vêem tais testes como uma oportunidade de provar que são bons, portanto se saem melhor [Fonte: Psychology Today - em inglês].
Além disso, mulheres tendem a tirar melhores notas quando fazem as provas sem homens na sala. De acordo com um estudo que avaliou homens e mulheres que tiraram notas similares em um teste para entrar na faculdade, as notas das mulheres aumentaram 12% quando não havia homens na sala. Pesquisadores dizem que isso ocorre devido à ameaça do estereótipo, ou medo de se encaixar em um estereótipo.
Não levando em consideração as notas nos testes-padrão, mulheres parecem ser capazes de desenvolver habilidades em matemática iguais aos homens. Uma análise de dados em grande escala sugere que há muito pouca diferença entre as habilidades de homens e mulheres em matemática [Fonte: Economist - em inglês].