Nos anos de 1930, Leonard Keeler - desenvolveu o que reconhecemos nos dias de hoje como o moderno polígrafo - comercializado como "The Magic Lie Detector", (O Detector de Mentiras Mágico), uma ferramenta utilizada durante os interrogatórios [fonte: Larson (em inglês)]. O apelo da tecnologia, o que pode fornecer a um interrogador uma compreensão clara a respeito da verdade da história de um suspeito, tornou-se rapidamente popular. Desde então, a história provou que o polígrafo não é muito mágico, nem em suas maquinações, nem na validade de seus resultados.
![]() Parada ilustrada/Getty Images Joe Larson, um dos inventores da máquina do polígrafo, faz uma demonstração nos anos de 1930. A validade do polígrafo foi cada vez mais questionada nas últimas décadas |
O polígrafo utiliza uma combinação de medições fisiológicas - como o índice da pressão arterial (em inglês), coração e a temperatura da pele - para determinar se uma pessoa pode estar mentindo durante uma série de perguntas. Os dados produzidos pelo teste são analisados posteriormente de modo a determinar se a pessoa questionada exibia sinais de estresse (em inglês), uma indicação de culpa.
Entretanto, há um problema, uma espécie de faca de dois gumes com o polígrafo, o qual se tornou cada vez mais claro no decorrer do século passado: uma pessoa que consegue permanecer calma sob pressão pode enganar um polígrafo e, o inverso, uma pessoa que não consegue lidar com situações estressantes, pode ser, imprecisamente, rotulada como mentirosa.
Devido às ameaças de terrorismo que nasceram com os ataques de 11 de setembro, o governo dos Estados Unidos decidiu que se fazia necessária uma maneira melhor e mais confiável de determinar a verdade. Parece que a tecnologia da ressonância magnética surgiu para encher o vazio criado por uma convergência da falta de fé nos polígrafos e da urgência em saber distinguir o amigo do inimigo depois dos eventos de 11 de setembro.
A Ressonância Magnética é uma tecnologia que vem sendo mais e mais utilizada desde que o primeiro modelo foi construído por Raymond Damadian e seus colegas de trabalho em 1976. Há até cerca de 100 anos atrás, os médicos, habitualmente, pagavam aos ladrões de túmulos para roubarem corpos para serem por eles utilizados como cadáveres. Foi a dissecação destes cadáveres que ajudou a expandir nosso conhecimento no trabalho com a anatomia humana. As fotografias de raios X foram o próximo grande salto neste campo de estudo, fornecendo a nós uma visão interna do corpo humano sem a incisão desnecessária.Agora, a ressonância magnética revolucionou o campo do estudo anatômico. Em vez de investigar o funcionamento interno do corpo humano através da observação de órgãos mortos ou examinando imagens planas e nebulosas de ossos e tecidos, a ressonância magnética permite aos radiologistas verem em tempo real imagens 3-D de partes humanas.
As ressonâncias magnéticas fazem uso de potentes ímãs para carregarem prótons de hidrogênio dentro das células. Uma freqüência de rádio é transmitida nesses prótons, os quais absorvem a freqüência e refletem-na de volta para um receptor. Essas informações são traduzidas em uma imagem da área escaneada. Através desse método, as ressonâncias magnéticas determinavam a localização exata e o tamanho de tumores e mapeavam a extensão de um derrame (em inglês) - tudo antes que o bisturi tenha sequer tocado a pele. Deste modo, esta tecnologia vem salvando vidas.
Entretanto, graças a alguma pesquisa emergente, torna-se claro que a ressonância magnética poderia também servir a um propósito não clínico - como um detector de mentiras. Continue com a leitura para descobrir como funcionam as ressonâncias magnéticas na função de detectores de mentiras e por que algumas pessoas fazem oposição a seu uso.
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