Moradia universitária: Infra-estrutura

Algumas instituições, como a UnB (Universidade de Brasília) e a USP (Universidade de São Paulo), possuem alojamentos próprios para os universitários, em forma de prédios com pequenos apartamentos. No entanto, a maioria das residências estudantis funciona em casas ou em antigos casarões, cada uma com as suas especificidades.

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Luís Indriunas
Recepção e estacionamento de bicicletas do Crusp

Na teoria, a estrutura de uma residência universitária é a mesma de uma casa, com o mobiliário básico necessário à sobrevivência digna, até seis camas por quarto, banheiros, salas de estudo com computadores e televisão, lavanderias e área para confraternizações. No entanto, com a crise no sistema educacional brasileiro e a falta de verbas para a manutenção das moradias, os estudantes convivem normalmente com casarões antigos e com infra-estrutura insuficiente. De acordo com a UNE, as moradias estudantis brasileiras precisam ser reformadas porque são construções antigas e que não passam por manutenção preventiva ao longo dos anos.

A organização da residência funciona em forma de co-gestão entre a universidade e representantes dos estudantes, eleitos anualmente. Em geral, as principais universidades públicas oferecem um computador por residência. No entanto, com a difusão da Internet, é muito comum encontrar nas moradias outros computadores - os aparelhos são comprados por alunos ou, em alguns casos, por grupos de estudantes. Além dos computadores, os alunos também costumam se cotizar para adquirir outros equipamentos- microondas, sofás, cadeiras e camas, por exemplo. Em geral, as universidades colocam à disposição dos estudantes em cada moradia um televisor, um fogão e uma máquina de lavar roupa.