A despeito de ser reconhecido internacionalmente pelo conforto que propicia ao usuário, o metrô paulista está saturado. No País, priorizou-se, na segunda metade do século 20, o transporte individual, em detrimento do coletivo. Para se ter uma idéia, na Cidade do México, em que o metrô começou a ser construído apenas um ano depois, em 1969, tem-se 176,77km de extensão, quase três vezes mais quilometragem.
Divulgação: Metrô de São Paulo Centro de Operação do Metrô
Pode vir
Além de vontar com preços especiais, por exemplo, para idosos ou estudantes. A acessibilidade do metrô de São Paulo conta com novas regras a cada dia. Cães e gatos ou outros animais de estimação são proibidos de andar no metrô, mas cães-guias para cegos estão autorizados. Já as bicicletas, normalmente autorizadas em metrô pelo mundo, em São Paulo, ganharam desde 2007 os fins de semana. Os ciclistas podem circular com suas magrelas aos sábados, das 15h às 20h, e aos domingos e feriados, das 7h às 20h.
Conseqüência direta da ampliação mais lenta do que o necessário é que o metrô de São Paulo está entre os mais cheios do mundo. São 3,3 milhões de usuários por dia a viajar em seus 117 trens. A estação Sé, que integra as linhas 1 e 3, é a de maior circulação: cerca de 750 mil pessoas por dia, em média. Essas duas linhas são as mais procuradas e têm demandas diárias parecidas, de aproximadamente 1,4 milhão de passageiros. Sete mil e quinhentos funcionários atendem esse público gigantesco. Todos são treinados para a condução de pessoas com necessidades especiais. A tarifa atual (julho de 2008) é de R$ 2,40. Determinada pela Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos, permite que a companhia mantenha a saúde financeira. Por tratar-se de empresa pública, não pode visar lucro. Os subsídios são dados para as gratuidades garantidas por lei. Assim, idosos de 65 anos ou mais estão isentos do pagamento da passagem, bem como crianças até cinco anos. Há benefícios ainda para pessoas com deficiência, desempregados e estudantes.
Divulgação: Metrô de SP O Metrô de São Paulo tem umas das tarifas mais caras do mundo
Não obstante, o metrô de São Paulo é mais caro do que o de nove países, considerando-se o poder de compra do cidadão local, segundo indica pesquisa do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor). Com o salário mínimo nacional (R$ 415,00), o paulista poderia comprar apenas 178 bilhetes. Já o argentino, em Buenos Aires, poderia adquirir 1.079 (lá, o piso do trabalhador corresponde a R$ 539,59 e o valor da passagem, R$ 0,50). O mexicano também está em vantagem quando o assunto é custo do metrô. O bilhete na Cidade do México custa R$ 0,33 e a renda mínima equivale a R$ 188,15, o que lhe permitiria comprar 570 passagens.
Para citar corretamente este artigo do HowStuffWorks por favor copie e cole o texto abaixo:
Soraya Misleh. "HowStuffWorks - Como funciona o metrô de São Paulo". Publicado em 07 de agosto de 2008 (atualizado em 21 de agosto de 2008) http://pessoas.hsw.uol.com.br/metro-de-sao-paulo2.htm (27 de novembro de 2009)