Volumes simples e textos abreviados

Autor: 
Katherine Neer

Lyndon B. Johnson toma uma direção mais abreviada ao recontar a narrativa de seu período no cargo. Suas memórias, "A Posição Privilegiada: Perspectivas da Presidência, 1963-1969", toma apenas um único volume. Johnson é bastante franco sobre a natureza de suas memórias e sobre como e por que ele lhes deu o formato escolhido. Ele esclarece ao leitor que elas não são uma "história definitiva de seu mandato na presidência", mas uma mera análise de seu mandato a partir de seu próprio ponto de vista:

"... eu procurei evitar incorrer em panfletagem histórica. Não me pus a escrever uma peça de propaganda em apoio de minhas decisões. Meu propósito foi o de expor os problemas que enfrentei como presidente, registrar os fatos como chegaram até mim, listar as alternativas disponíveis e rever o que fiz e por que o fiz".

Muitos presidentes reconhecem a ajuda que tiveram de outras pessoas na criação de suas memórias, porém não são muitos os que dividem o crédito da autoria com outro escritor. Em seu "A World Transformed" (ainda não traduzido para o português), o ex-presidente George Bush foge à regra de duas maneiras. Não somente ele divide a fatura com o ex-Conselheiro Nacional de Segurança Brent Scowcroft, como juntos os dois debatem apenas uma parte do mandato de Bush, limitando a cobertura aos anos de 1989 a 1991.

Embora Bush não tenha produzido memórias completas de seu período na presidência, a obra "All the Best, George Bush: My Life In Letters and Other Writings" (também sem tradução no Brasil), composta basicamente de trechos de seus diários, cartas e outras correspondências, enquadra-se bem na categoria memórias de cunho autobiográfico. Vamos dar uma olhada em outras obras presidenciais desse tipo.

Fotos cedidas por Amazon.com
Com duas memórias, George Bush narra seu mandato na presidência tanto no formato cápsula do tempo como em estilo autobiográfico