Introdução
![]() Foto cedida pelo Clinton Presidential Center Sobrecapa de "Minha Vida", livro de memórias do presidente Bill Clinton |
Já os poucos que optaram por registrar a história a partir de seu ângulo privilegiado certamente aproveitaram a oportunidade para expressar suas opiniões. No prefácio aos dois volumes e mais de mil páginas de suas memórias, Harry S. Truman escreve:
"Infelizmente, alguns de nossos presidentes foram impedidos de contar todos os fatos de seus mandatos porque morreram no cargo. Alguns estavam fisicamente tão debilitados ao deixar a Casa Branca que não teriam conseguido escrever nem mesmo se quisessem. Já outros ficaram amargurados com a experiência e não se interessaram em reviver tudo aquilo ao contarem sobre ela. Quanto a mim, eu gostaria de registrar, antes que seja tarde demais, tanto da minha passagem pela Casa Branco quanto for capaz de contar".
Neste artigo, nós vamos investigar o que são memórias presidenciais e quem teve tempo de escrever as suas. Nós também vamos dar uma olhada em outras memórias relacionadas com a presidência, inclusive memórias escritas por aspirantes ao cargo e primeiras-damas. As memórias de uma ex-primeira-dama, "Vivendo a história" ("Living History") de Hillary Rodham Clinton, tem quebrado recordes de vendas.
O que são memórias presidenciais?
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Então, qual é a diferença? É o conteúdo real. Em linhas gerais, a autobiografia é mais abrangente, percorrendo toda a vida da pessoa, de sua infância até a época em que a obra foi escrita. O enredo na maioria das vezes desenrola-se de maneira linear e imparcial, cobrindo a maior parte dos principais eventos pelo caminho. Mais raramente a história se adianta e recua no tempo, tocando uma variedade de assuntos que a pessoa acha por bem comentar.
Por outro lado, as memórias via de regra concentram-se numa parte especial da vida de uma pessoa ou em um tema específico. Em alguns casos, os eventos podem desdobrar-se por todo o curso da vida da pessoa, porém são transmitidos com referência a algum ponto central. As memórias presidenciais, portanto, são tanto uma fotografia ou uma cena panorâmica da vida de um presidente na medida em que se relacionam com o período de sua passagem pelo cargo.
Agora vamos dar uma olhada mais de perto nas publicações presidenciais.
Formatos de memórias presidenciais
O formato no qual uma pessoa resolve apresentar suas memórias é uma questão de escolha pessoal e, às vezes, conveniência. Muitos presidentes (e suas primeiras-damas) tinham o costume de manter diários antes e durante o tempo de seus mandatos, o que se constitui uma excelente fonte para escrever memórias centradas inteiramente no cargo. Mas nem tudo está perdido para aqueles que não puderam reservar uma horinha todos os dias para seus diários. Registros como calendários, horários, correspondência escrita na forma de cartas e atualmente em e-mail, discursos, relatórios e outros materiais podem ser usados para cutucar a memória e reforçar ou detalhar um enredo.Como você viu na última seção, basicamente as memórias presidenciais podem ser formatadas em uma de duas maneiras:
- elas podem ser uma espécie de cápsula do tempo: um breve instantâneo, presumivelmente quatro ou oito anos da vida de um presidente, cobrindo apenas o tempo de sua passagem pelo cargo;
- elas podem abranger toda a vida de um presidente, mas o ponto central do enredo é como as coisas estão de alguma forma relacionadas ao mandato.
Para ilustrar essa idéia e examinar o estilo, conteúdo e propósito das memórias presidenciais, vamos considerar alguns exemplos.
Obras com vários volumes
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A obra em dois volumes de Truman inclui:
- Memórias por Harry S. Truman, Volume Um: Ano de Decisões
- Memórias por Harry S. Truman, Volume Dois: Anos de Provação e Esperança
"Freqüentemente eu tenho pensado, ao ler a história de meu país, no quanto fomos privados porque tão poucos de nossos presidentes contaram suas histórias. Teria sido de grande ajuda para nós saber mais sobre o que havia em suas mentes e sobre o que os levou a fazer o que fizeram".Ironicamente, o ex-presidente Herbert Hoover fez uma observação semelhante no prefácio de suas memórias. Será que Truman leu as memórias de Hoover antes de escrever as suas próprias? É muito provável: vários presidentes têm mencionado que leram as obras de seus antecessores antes de colocarem a mão na caneta. Bill Clinton não é exceção. Aliás já se divulgou que antes de escrever suas memórias, "Minha Vida", Clinton leu as memórias de todos os seus antecessores na presidência.
O homem dólar de prata
Eisenhower também produziu suas memórias em dois volumes:
- Os Anos na Casa Branca: Mandato para Mudança, 1953-1956
- Os Anos na Casa Branca: Travando a Paz, 1956-1961
Tanto as memórias de Truman quanto as de Eisenhower são bastante detalhadas. Estilisticamente, porém, as memórias de Eisenhower são um tanto diferentes: os volumes foram escritos em estilo levemente romanceado e são organizados em longas divisões que ele chamou de "livros", cada uma com vários capítulos. Cada livro começa com duas ou três citações, em geral algum texto tirado de algum discurso do próprio Eisenhower, seguidas por uma citação ou duas de outro político famoso ou ex-presidente.
| ... se algo nesta obra - o relato de uma lição aprendida, um princípio comprovado ou uma antiga verdade enfatizada - houver de ser reconhecido como valioso por aqueles que nos anos vindouros assumirão responsabilidades no governo federal, todos nós que servimos a esta nação em meu governo seremos profundamente recompensados. Dwight D. Eisenhower |
Volumes simples e textos abreviados
Lyndon B. Johnson toma uma direção mais abreviada ao recontar a narrativa de seu período no cargo. Suas memórias, "A Posição Privilegiada: Perspectivas da Presidência, 1963-1969", toma apenas um único volume. Johnson é bastante franco sobre a natureza de suas memórias e sobre como e por que ele lhes deu o formato escolhido. Ele esclarece ao leitor que elas não são uma "história definitiva de seu mandato na presidência", mas uma mera análise de seu mandato a partir de seu próprio ponto de vista:"... eu procurei evitar incorrer em panfletagem histórica. Não me pus a escrever uma peça de propaganda em apoio de minhas decisões. Meu propósito foi o de expor os problemas que enfrentei como presidente, registrar os fatos como chegaram até mim, listar as alternativas disponíveis e rever o que fiz e por que o fiz".Muitos presidentes reconhecem a ajuda que tiveram de outras pessoas na criação de suas memórias, porém não são muitos os que dividem o crédito da autoria com outro escritor. Em seu "A World Transformed" (ainda não traduzido para o português), o ex-presidente George Bush foge à regra de duas maneiras. Não somente ele divide a fatura com o ex-Conselheiro Nacional de Segurança Brent Scowcroft, como juntos os dois debatem apenas uma parte do mandato de Bush, limitando a cobertura aos anos de 1989 a 1991.
Embora Bush não tenha produzido memórias completas de seu período na presidência, a obra "All the Best, George Bush: My Life In Letters and Other Writings" (também sem tradução no Brasil), composta basicamente de trechos de seus diários, cartas e outras correspondências, enquadra-se bem na categoria memórias de cunho autobiográfico. Vamos dar uma olhada em outras obras presidenciais desse tipo.
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Com duas memórias, George Bush narra seu mandato na presidência tanto no formato cápsula do tempo como em estilo autobiográfico | |
Recordações assistidas
Embora não seja freqüentemente lembrado como um grande presidente, Ulysses S. Grant ficou célebre pela maneira como transmitiu o relato dos primeiros anos de sua vida e de sua participação na Guerra de Secessão. O texto começa com uma discussão um tanto breve de seu nascimento, infância e primeira educação. Daí em diante ele leva o leitor de West Point à Guerra México-Estados Unidos, a vida na Califórnia, Shiloh, a campanha militar e finalmente a rendição em Vicksburg. Ao escrever suas memórias, Grant estabeleceu um bom critério de apoiar-se fortemente em papéis, correspondências e relatórios oficiais que ele havia preparado durante a guerra, além do auxílio de vários pesquisadores. Até hoje as memórias de Grant são comprovadamente as mais bem conhecidas, lidas e respeitadas dentre as memórias presidenciais (tecnicamente a obra não chega a ser uma memória presidencial completa, visto que Grant faleceu antes de escrever sobre seu mandato no cargo). A maioria das pessoas concorda que a história por trás das memórias de Grant é uma história quase tão boa quanto as próprias memórias.Em suas próprias palavras sobre escrever um livro de memórias, Grant afirmou estar "determinado a nunca fazê-lo". No entanto, depois que um mal-sucedido empreendimento o deixou em terrível situação financeira, Grant foi obrigado a reconsiderar. "The Century", uma publicação que estava produzindo uma série sobre a Guerra da Secessão, pediu a Grant que escrevesse alguns artigos (pelos quais ele seria pago) sobre as várias batalhas nas quais tinha participado. O pedido de um artigo logo se tornou uma oferta para escrever um livro. Um amigo de Grant, escritor, soube da oferta para o livro e informou a Grant que a proposta financeira não era aquilo que poderia ser. O autor e amigo - um homem chamado Samuel Clemens (mais conhecido como Mark Twain) - acabara de abrir sua própria editora com um sobrinho seu, Charles L. Webster. Com uma proposta melhor nas mãos, Webster e Clemens conseguiram que Grant lhes vendesse "The Century". No fim, mais de 300 mil cópias das memórias de Grant foram vendidas, o que deu à família de Grant os meios financeiros que ele esperava e algo mais. Conta-se que a sua viúva recebeu uma quantia em direitos autorais recorde para a época, próxima a US$ 400 mil.
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Narração autobiográfica
Um tanto mais curta do que a maioria das outras memórias presidenciais, "A Autobiografia de Calvin Coolidge" é exatamente aquilo que seu título sugere: uma típica autobiografia. As páginas de suas memórias viajam por sua infância até sua educação e através de sua carreira política em estilo uniforme. É interessante notar, lendo-se as suas e também várias outras memórias presidenciais, que muitos ex-presidentes dividem um sentimento parecido: é muito difícil descrever o que é ser presidente:"Eu reconheço quão impossível é transmitir uma compreensão adequada do cargo de presidente ... seus métodos de trabalho, seus aliados, seu local de residência, tudo isso pode ser descrito. Mas a relação criada por tudo isso, que constitui a magnitude do cargo, não se rende a definições".
De um ponto de vista histórico, de memória em memória vão surgindo partes de comentários ao longo do caminho que ilustram a mudança dos tempos, não apenas dentro do cargo presidencial mas também no mundo ao redor. Sobre as viagens de trem, Coolidge escreveu:
"Embora eu não tenha me dado a muitas viagens durante meu tempo no cargo, tive o bastante delas, tanto que me convenci de que o governo deveria ter um automóvel particular para uso do presidente quando ele sai de Washington".
Evidentemente, as coisas mudaram muito desde então. Imagine só o que Coolidge teria pensado do Air Force One, o avião presidencial.
Alguns dos outros ex-presidentes que decidiram produzir suas memórias em formato autobiográfico são:
- Herbert Hoover - "As Memórias de Herbert Hoover, Volume 1, 1874-1920: Anos de Aventura", "As Memórias de Herbert Hoover, Volume 2, 1920-1933: O Gabinete e a Presidência", "As Memórias de Herbert Hoover, Volume 3, 1929-1941: A Grande Depressão"
- Richard Nixon - "RN: As Memórias de Richard Nixon"
- Gerald Ford - "Tempo de Cura: A Autobiografia de Gerald R. Ford"
- Ronald Reagan - "Ronald Reagan: Uma Vida Americana"
- Bill Clinton - "Minha Vida"
| Quem acredita que uma campanha presidencial oferece uma vida luxuosa para o candidato precisa se informar melhor. Herbert Hoover |
"Minha vida"
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Antes mesmo de começarem a ser escritas as memórias do ex-presidente Bill Clinton já eram diferentes daquelas de presidentes anteriores: nenhum outro livro de memórias presidenciais conseguiu receber luvas no valor de US$ 10 milhões. A quantia adiantada e a tiragem inicial recorde de 1,5 milhões de cópias é a prova conclusiva da confiança da editora Alfred A. Knopf em que a história de Clinton - todas as 957 páginas - será um tremendo sucesso.
Tudo leva a crer que eles estão certos. Em 15 de junho de 2004, uma semana antes de seu lançamento, "Minha Vida" aparecia em primeiro lugar na lista dos mais vendidos da Amazon.com. Fala-se que o livro desfrutou de um lugar entre os 10 primeiros da Amazon por uns dois meses. Tudo isso e a turnê do livro mal começou. A primeira grande aparição de Clinton - na BookExpo America - encheu o salão de convenções de 2.700 pessoas além da capacidade.
Com sessões de autógrafos e palestras programadas em livrarias pelo país, além de convites para participar de programas de rádio e aparecer em talk shows da televisão, Clinton esteve praticamente em todo lugar conversando com praticamente todo mundo sobre seu novo livro. Clinton iniciou sua sessão de aparições na telinha com Dan Rather no noticiário "60 Minutes" da CBS. Ele também irá aparecer nas outras grandes redes, inclusive no show da apresentadora da ABC, Oprah Winfrey.
| Quando era jovem, acabando de sair da faculdade de direito, eu disse que um de meus objetivos na vida era escrever um grande livro. Não tenho a mínima idéia se este é um grande livro. Mas a história é muito boa. Bill Clinton |
Outro aspecto no qual as memórias de Clinton devem se distanciar das memórias de seus predecessores é a apresentação - a forma como a história é contada. Vários historiadores admitem de imediato que têm pouco além de um passageiro interesse por memórias presidenciais. Devido à própria natureza da obra, as memórias podem ser vistas como um gesto em causa própria e parciais em sua apresentação. No entanto, muitas pessoas estão prevendo algo diferente em Clinton - muito provavelmente uma franqueza que tem sido incomum desde a popular obra de Grant.
Aliás, de acordo com um comunicado à imprensa sobre "Minha Vida", Sonny Mehta, presidente e editor-chefe da Alfred A. Knopf, afirmou:
"É um instigante drama pessoal e uma fascinante revisão da arena política norte-americana das últimas quatro décadas. Ele fala com sinceridade sobre seus sucessos e sobre suas derrotas, olhando tanto para sua carreira pública como para sua vida. Trata-se da mais abundante e mais variada descrição de um mandato presidencial já escrita, e um dos mais notáveis e reveladores livros de memórias que eu já tive a honra de publicar".
Bill Clinton não é o único autor bem-sucedido na família Clinton: a ex-primeira-dama Hillary Clinton tem conquistado notável sucesso com suas memórias, "Vivendo a história". Na verdade, as primeiras-damas em geral obtêm mais sucesso com suas obras literárias do que seus maridos. Vamos dar uma olhada de perto neste equivalente das memórias presidenciais.
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As primeiras-damas
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- Claudia Alta "Lady Bird" Johnson - "Diário da Casa Branca"
- Betty Ford - "Os Momentos de Minha Vida" (co-autoria de Chris Chase)
- Rosalynn Carter - "Primeira-Dama dos Prados"
- Nancy Reagan - "Minha Vez: As Memórias de Nancy Reagan" (co-autoria de William Novak)
- Barbara Bush - "Barbara Bush: Memórias"
- Hillary Rodham Clinton - "Vivendo a História"
| Eu estava feliz por meu marido ... Quanto a mim, porém, fiquei profundamente perturbada. No meu ponto de vista, aquilo significava o fim de minha vida privada ... Eu já tinha visto o que era ser a esposa de um presidente e não posso dizer que fiquei contente com a possibilidade. Eleanor Roosevelt |
Eleanor Roosevelt foi uma escritora produtiva - e não apenas segundo os padrões de uma primeira-dama. Existem mais de 15 livros de sua autoria. Durante o mandato de seu marido, a Sra. Roosevelt tinha até uma coluna jornalística semanal. De início, ela publicou uma autobiografia em três volumes. É o segundo volume desta obra, "Disso Eu me Lembro", que pode ser considerado verdadeiras memórias de uma primeira-dama. É óbvio que o único propósito por trás da autoria dessa obra é seu marido:
"... o que eu tenho a dizer, se for para contribuir com algo mais para a compreensão de sua vida, caráter e objetivos, será a respeito dele como indivíduo. Não tenho pretensões de ser totalmente objetiva a respeito dele, porém há certas coisas que eu sei das quais tenho certeza de que ninguém mais sabe".Posteriormente, três volumes - "Esta é Minha História", "Disso Eu me Lembro" e "Por Mim Mesma" - foram combinados em uma única obra que ela resumiu e atualizou. A Sra. Roosevelt também incluiu material totalmente inédito em um capítulo final intitulada "A Busca pelo Entendimento".
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Sinceridade
Betty Ford resumiu sua experiência como primeira-dama com grande honestidade ao escrever:"...a questão é que eu sou uma mulher comum que foi chamada a comparecer diante da platéia em um momento extraordinário. Eu não era diferente do que tinha sido antes depois de me tornar primeira-dama. Mas, por um acidente histórico, eu me tornei interessante para as pessoas ... de repente, aos 56 eu me tornei uma personalidade pública".As memórias da Sra. Ford abrangem os anos de sua vida até o momento em que escreveu seu livro. Ela fala de tudo, desde a infância e seu primeiro casamento (que terminou aos 29 anos) até seu casamento com o presidente Gerald Ford. A Sra. Ford também escreveu sobre seus filhos, vida como primeira-dama e sobre sua luta contra o câncer de mama. Ela é extraordinariamente sincera em suas palavras, inclusive neste comentário sobre como ficou apavorada ao ser entrevistada por Barbara Walters:
"... foi apavorante. Eu concordei em aparecer no show de Barbara Walters sob condição de que não queria falar sobre assuntos políticos ... a primeira pergunta que ela fez foi sobre minha opinião a respeito da decisão da Suprema Corte envolvendo o aborto. Eu disse que concordava com a decisão da Suprema Corte, que já era hora de trazer o aborto da clandestinidade e colocá-lo nos hospitais, onde era seu lugar".
Sua sinceridade não termina por aí - ela abordou até o problema de sua dependência do álcool e medicamentos controlados. No início do último capítulo, com graça e um toque de humor, a Sra. Ford conta como percebeu, justo quando achava que tinha terminado de escrever, que ainda tinha mais um capítulo para escrever - mais uma história para contar.
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Abordando controvérsias
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"Quando Joan vinha a mim com conselhos sobre datas específicas, eu chamava Michael Deaver, o responsável pela agenda de Ronnie, se fosse preciso. Às vezes, uma pequena alteração era feita ... embora a astrologia fosse um fator determinante da agenda de Ronnie, esse nunca foi o único e nenhuma decisão política jamais se baseou nele".A Sra. Reagan trata de uma série de outros tópicos, incluindo:
- sua reputação de ser uma "manipuladora política sedenta por poder" e uma "perversa dama vingativa";
- Ronald Reagan e como ela o conheceu;
- seus filhos (Patti e Ron) e seus filhos adotivos (Maureen e Michael);
- as campanhas eleitorais de 1976 e 1980;
- a vida na Casa Branca;
- o caso Irã-Contras;
- os Gorbachevs.
Uma lenda viva
Logo depois de seu lançamento, o livro de memórias de Hillary Clinton foi criando e quebrando todo tipo de recorde editorial. As vendas do livro foram tão elevadas já na primeira semana que a editora conseguiu recuperar os quase US$ 3 milhões em luvas (e depois mais) que havia pago adiantado a Hillary Clinton.
| Meus oito anos na Casa Branca testaram minha fé e minhas crenças políticas, meu casamento e a Constituição de nosso país. Eu acabei me tornando um pára-raios para todo tipo de batalha política e ideológica travada sobre o futuro dos Estados Unidos, e um chamariz de emoções, boas e más, sobre as escolhas e papéis das mulheres. Este livro é o relato de como eu vivi aqueles oito anos como primeira-dama e como esposa do presidente. Hillary Rodham Clinton |
Até a presente data foram vendidas cerca de 1,8 milhão de cópias das memórias da Sra. Clinton. Diversos fatores contribuíram para a primeira rodada de vendas de "Vivendo a História", em especial certos elementos de controvérsia envolvendo a passagem dos Clinton pela Casa Branca e comentários sobre uma possível candidatura da ex-primeira-dama à presidência da nação. Com o livro de memórias do marido chegando às prateleiras, é bastante provável que seu livro gozará de outro surto de popularidade.
Confira os links na próxima página para obter mais informações sobre memórias presidenciais e assuntos relacionados.
Mais informações
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- Como funciona a Organização Mundial da Saúde
Mais links interessantes (em inglês)
- Administração Nacional de Arquivos e Registros: bibliotecas presidenciais
- The Clinton Presidential Center
- Lyndon Baines Johnson Library and Museum
- Dwight D. Eisenhower Library and Museum
- Gerald R. Ford Library and Museum
- Franklin D. Roosevelt Library and Museum
- Jimmy Carter Library and Museum
Bibliografia
Aqui vão algumas fontes que nós achamos úteis para a pesquisa deste artigo:
Páginas da web
Livros
- A Posição Privilegiada, Lyndon B. Johnson, Holt, Rinehart e Winston, 1971, ISBN: 0030844924
- As Memórias de Herbert Hoover, Volume 1, 1874-1920: Anos de Aventura, MacMillan, 1951
- As Memórias de Herbert Hoover, Volume 2, 1920-1933: O Gabinete e a Presidência, MacMillan, 1952
- As Memórias de Herbert Hoover, Volume 3, 1929-1941: A Grande Depressão, MacMillan, 1952.
- Memórias e Cartas Selecionadas: As Memórias Pessoais de Grant, Cartas Selecionadas 1839 - 1865, Viking Press, 1990 ISBN: 940450585
- A Autobiografia de Calvin Coolidge, New York Cosmopolitan Book Company, 1929
- Memórias por Harry S. Truman, Volume Um: Ano de Decisões, Doubleday and Company, Inc. Garden City NY 1955
- Memórias por Harry S. Truman, Volume Dois: Anos de Provação e Esperança, Doubleday and Company, Inc. Garden City NY 1956
- Os Anos na Casa Branca: Mandato para Mudança, 1953-1956, Dwight D. Eisenhower, Doubleday and Company, Inc. 1963
- Os Anos na Casa Branca: Mandato para Mudança, 1956-1961, Dwight D. Eisenhower, Doubleday and Company, Inc. 1965
- A Autobiografia de Eleanor Roosevelt, Eleanor Roosevelt, HarperCollins Publishers, 1961, ASIN: 0060136154
- Vivendo a História, Hillary Rodham Clinton, Simon and Schuster, 2003, ISBN: 0743222245
- Os Momentos de Minha Vida, Betty Ford e Chris Chase, Harper and Row Publishers, 1978, ISBN: 0060112980
- Minha Vez: As Memórias de Nancy Reagan, Nancy Reagan e William Novak, Random House, New York, 1989, ISBN 0394563689
- Primeira Dama dos Prados, Rosalynn Carter, Houghton Mifflin, 1984, ISBN: 0395352940















