O primeiro grande incidente envolvendo a máfia ocorreu na década de 1890, em Nova Orleans. Uma família de criminosos sicilianos estava sendo perseguida pelo chefe de polícia local, que acabou sendo assassinado. Durante o processo, os gângsteres subornaram testemunhas e foram considerados inocentes. O fato desencadeou um furor anti-italiano e uma turba seguiu em direção à cadeia pública para linchar os envolvidos. O episódio terminou com um saldo de dezesseis homens mortos a tiros ou enforcados pela multidão.
As famílias mafiosas espalharam-se pelo país na primeira metade do século XX a partir de Nova Iorque, cidade dividida entre cinco famílias que disputavam a hegemonia. A era da Lei Seca fez com que enormes somas de dinheiro fossem despejadas nos cofres da máfia como resultado do comércio ilegal de bebidas alcoólicas por todo o país. Seu poder cresceu de forma exponencial durante esse período e foi nele também que estouraram guerras entre as famílias. No começo da década de 30, o país foi assolado por uma epidemia de violência associada à máfia: chefões e subchefes eram regularmente assassinados, sendo poucos os que exerciam o cargo por mais de alguns meses antes de serem mortos. Só no ano de 1930, a família Luchese teve três ou quatro chefões assassinados.
No centro deste banho de sangue, do qual também foi um dos maiores mentores, estava um gângster chamado Charles "Lucky" Luciano.
![]() Foto policial de Charles "Lucky" Luciano |
Luciano alcançou uma posição de grande influência dentro da Cosa Nostra e deu seu apoio a uma idéia que estava circulando nos meios mafiosos havia algum tempo - a criação de uma comissão multifamiliar que aprovasse as atividades mafiosas em território nacional.