Combatendo a máfia: agentes infiltrados

Para que os policiais possam prender e processar criminosos organizados, precisam saber o que acontece dentro da organização. Os policiais conseguem prender traficantes e ladrões de cargas, mas a família simplesmente coloca outros no lugar dos que são presos. Para desbaratar a família é preciso chegar até o topo. A melhor maneira de se fazer isso é conseguir infiltrar alguém ali dentro.

O trabalho de um agente do FBI infiltrado em uma organização mafiosa é incrivelmente arriscado. Durante seis anos essa foi a vida de Joseph Pistone, agente do FBI infiltrado nos mais altos escalões como o associado mafioso Donnie Brasco.


Foto cedida pelo FBI
Foto do FBI: Donnie Brasco (à esquerda) e "Sonny Black" Napolitano na Flórida

Em entrevista ao site Mafia-International.com, Pistone descreve como se tornou um agente infiltrado:

    "Eu cresci no meio de espertalhões nas ruas de Paterson, Nova Jersey, mas nunca me envolvi com eles. Eu sempre trabalhei com todo tipo de serviço braçal: na construção, em bares, dirigindo tratores. Ou seja, antes de ir para a faculdade eu vi muita coisa e aprendi muito. Meu primeiro emprego público foi no Departamento de Inteligência Naval, onde eu investigava casos de tráfico de drogas, roubo e espionagem. Em 1969, eu passei no concurso do FBI e me tornei agente especial. Meu perfil e minhas qualificações logo deixaram claro que minha especialidade era trabalhar infiltrado".

Pistone foi tão competente que mesmo depois do fim da operação, quando dúzias de gângsteres foram parar atrás das grades, seus amigos mafiosos ainda achavam que ele tinha virado informante e não que era um verdadeiro agente do FBI. O relato de sua história foi transformado no filme "Donnie Brasco" (em inglês).

O trabalho de agentes infiltrados continua sendo uma parte importante na luta do FBI contra a máfia. Em 1998, uma operação orquestrada por um agente infiltrado, culminou com a prisão de mais de 40 policiais corruptos em Cleveland. No entanto, dificilmente se escuta falar das operações secretas - a própria natureza do serviço exige que os agentes infiltrados usem nomes falsos, não se deixem fotografar e escondam a própria existência dos olhares do público.

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