A televisão, o meio de comunicação que leva muitos ao sucesso ou ao fracasso, acabou contribuindo para a queda de McCarthy. Havia algum tempo que McCarthy estava interrogando, de maneira cruel, suspeitos em audiências públicas e particulares, mas o povo norte-americano testemunhou seus métodos brutais em primeira mão quando as audiências Exército-McCarthy foram transmitidas ao vivo pela TV em 1954 (um feito do presidente Eisenhower, que queria que o público visse as maldades de McCarthy).
As audiências começaram de maneira normal, com McCarthy fazendo acusações contra os oficiais do Exército por eles não responderem perguntas sobre suas ideologias políticas. O tenente coronel Chester T. Brown, por exemplo, recusou-se imediatamente a responder às perguntas de McCarthy. Em resposta, McCarthy disse: "Qualquer homem com o uniforme deste país que se recuse a fornecer informações para um comitê do senado que representa o povo norte-americano não é digno de vestir esse uniforme" [fonte: CNN (em inglês)]. Depois, McCarthy foi ainda mais longe quando entrevistou o general-de-brigada Ralph Zwicker, um veterano e herói condecorado na Normandia, dizendo que ele era "uma vergonha para o uniforme que vestia" [fonte: Kiehr].
![]() CBS Photo Archive/Getty Images McCarthy na estréia do programa de TV "Face the Nation", em 7 de novembro de 1954 |
McCarthy finalmente havia passado dos limites. Joseph Welsh, o advogado que representava o Exército dos EUA, respondeu de forma memorável
com a frase: "Acredito que eu nunca havia realmente avaliado a sua crueldade e
a sua imprudência. Será que o senhor não possui o mínimo senso de decência?"
[fonte: Kiehr].
O público rapidamente mudou de opinião a respeito de um homem que havia insultado membros das Forças Armadas. O presidente Eisenhower e o resto do senado concordaram com Welsh. Em 1954, o senado repreendeu McCarthy com 46 acusações por abuso dos poderes legislativos. Por fim, ele foi repreendido com apenas duas acusações porque o senado não queria passar a imagem de ser "tolerante" em relação ao comunismo. Em vez disso, a resolução de repreensão determinava que ele havia abusado de seus poderes como senador. Ele permaneceu na função, mas seu poder e influência foram praticamente reduzidos a zero.
McCarthy morreu em 2 de maio de 1957, de hepatite aguda, que resultou do abuso de álcool. Ele tinha 48 anos.
A publicação das mensagens Venona em 1995 fez com que algumas pessoas olhassem para o legado de McCarthy de forma diferente. Talvez ele tenha, de fato, sido um guerreiro na cruzada contra o comunismo em um país que não estava agindo de forma rigorosa quanto a isso. Mas a maioria das pessoas lembra dele violando os direitos civis de várias pessoas inocentes, e de outras culpadas também. Em geral, ele ainda é considerado um tirano imprudente que usava todos os meios necessários para conseguir as informações que queria. Suas ações certamente custaram as carreiras e os meios de sobrevivência de alguns dos acusados.
No mínimo, os historiadores esperam que outros aprendam com os erros de McCarthy. Quando as transcrições das audiências do senado foram liberadas em 1995, a senadora Susan Collins disse: "Esperamos que os excessos do macarthismo sirvam como advertência para as gerações futuras" [fonte: Frommer]. Apenas o tempo pode dizer se isso acontecerá.
Para obter mais informações sobre o macarthismo, confira os links na próxima seção.
O macarthismo deixou uma marca eterna na mente do povo norte-americano. Muitos entusiastas políticos estão sempre em busca de evidências disso. Na verdade, o site www.progressive.org (em inglês) tem uma seção inteira chamada Vigilância do Macarthismo, em que o autor Matthew Rothschild apresenta detalhes de casos suspeitos. Geralmente, eles incluem violação dos direitos civis e suspeita de brutalidade política. Algumas manchetes incluem:
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