![]() Hank Walker/Time Life Pictures/ Getty Images Um comício de simpatizantes de McCarthy |
A ironia de todo o escândalo de McCarthy é que, apesar da brutalidade, da falta de evidências e da imprudência geral, realmente havia uma presença comunista nos Estados Unidos durante aquela época, como foi mostrado pelos Rosenbergs e outras pessoas.
Na verdade, muitas das pessoas interrogadas por McCarthy, mais tarde, foram identificadas como comunistas e até mesmo como agentes soviéticos. As evidências que ele procurou tão desesperadamente ficaram disponíveis com a liberação das mensagens Venona. Essas mensagens do serviço secreto soviético foram decodificadas na década de 40, mas só foram lançadas publicamente em 1995. De acordo com o jornalista Charles Peters, as mensagens Venona identificaram vários comunistas.
Dez oficiais seniores do governo dos quais McCarthy suspeitava também demonstraram ter ligações com o Partido Comunista. As mensagens Venona, juntamente com os dados arquivados do Kremlin, provaram que "em vez de serem mártires inocentes, todos eram, na verdade, comunistas, agentes soviéticos ou empregados da KGB, assim como McCarthy havia sugerido" [fonte: Evans].
McCarthy também questionou Michael e Ann Sidorovich, espiões enviados pelos comunistas condenados Julius e Ethel Rosenberg. As mensagens Venona mostram que os dois eram agentes da KGB em tempo integral.
Amigos e inimigos
Algumas pessoas simpatizavam com as idéias de McCarthy. Entre elas estavam:
Já entre os opositores incluíam pessoas influentes como: