![]() Alex Wong/Getty Images Em 5 de maio de 2003, o historiador Dr. Donald Richie, associado do senado dos EUA, fala durante uma entrevista sobre a liberação dos registros da era McCarthy |
McCarthy apareceu no cenário nacional vários anos depois. Em 1950, durante um discurso altamente controverso no almoço de aniversário de Lincoln, ele passou uma lista com 205 nomes de pessoas que supostamente eram comunistas ativas e trabalhavam no Departamento de Estado dos EUA.
McCarthy era relativamente desconhecido, mas quando incitou o medo comunista na América do Norte, parecia que nada poderia pará-lo. Já havia ocorrido alguns casos de espiões comunistas que vendiam informações confidenciais sobre o governo e sobre o programa nuclear norte-americanos para a União Soviética. McCarthy afirmava que os oficiais liberais sabiam sobre outras ameaças contra a segurança nacional, mas que faziam vista grossa para não identificá-las.
Dois importantes fatos aconteceram quase imediatamente depois do discurso de McCarthy.
Antes da cruzada de McCarthy, várias pessoas foram condenadas por espionagem e outras
atividades relacionadas ao comunismo. Os mais famosos foram Julius e
Ethel Rosenberg, os únicos cidadãos norte-americanos executados por espionagem
durante a Guerra Fria. Em 1950, os Rosenberg, comunistas conhecidos, foram
presos por suspeita de praticar espionagem e oferecer informações nucleares confidenciais para os
soviéticos. Eles alegaram inocência insistentemente, mas convocaram o direito à
Quinta Emenda para evitar serem incriminados. O casal foi
condenado em 1951 e executado em 19 de junho de 1953. Acredita-se que
as informações que eles ofereceram para a União Soviética tenham levado ao
desenvolvimento bem-sucedido da bomba atômica soviética [fonte: Atomic Archive (em inglês)]. |