Etiqueta da linguagem de sinais

Quando você está recebendo uma conversa em ASL, você precisa esperar o falante terminar seus sinais e olhar para você, indicando que agora é a sua vez de falar. Às vezes, o falante olhará para longe de seu ouvinte, enquanto pensa em seu próximo sinal. Olhar para longe indica que o falante ainda não terminou e continuará em breve.

Em alguns momentos, um ouvinte irá olhar para longe enquanto alguém estiver gesticulando e começará a gesticular, interrompendo o falante. Normalmente, as pessoas, em uma conversa como esta, tem de ser amigas, caso contrário esta atitude pode ser ofensiva. Esta tática normalmente é usada em discussões calorosas e argumentações.

Os usuários da ASL irão, algumas vezes, virar e gesticular para uma pessoa imaginária. Eles fazem isso para demonstrar uma conversa que tiveram ou viram com outra pessoa. É a mesma coisa que dizer "ele disse/ela disse" durante uma conversa. Pessoas que escutam e estão aprendendo a linguagem dos sinais às vezes podem se confundir com isto, uma vez que parece que o falante de repente está falando com outra pessoa, mas como ouvinte, ele deve continuar prestando atenção ao falante.

De acordo com o Dr. Bill Vicars, presidente de uma empresa que cria programas e experiências de aprendizado da Linguagem Americana de Sinais, não é insulto algum andar entre dois surdos que estejam conversando pela linguagem de sinais, a menos que você hesite ou chame atenção para si. É melhor andar num passo regular, permitindo que os falantes continuem sua conversa com uma interrupção mínima.

Alguns falantes ASL incluem sinais inventados para outras linguagens de sinais. Outros evitam usar tais sinais, pois acreditam que eles diluem a linguagem. O Dr. Vicars descreve duas abordagens no ensino da ASL: a abordagem fixa e a abordagem descritiva. Um professor que diz para seus alunos não usarem um certo sinal, está sendo fixo: ele está ensinando a ASL de acordo com sua crença de que a linguagem precisa permanecer pura, sem influências de outras línguas. Um professor que mostra a seus alunos os sinais atualmente usados na Comunidade dos Surdos, sendo eles parte do vocabulário puro da ASL ou não, usa a abordagem descritiva.

Popularidade da ASL
Big
Imagem cedida Consumer Guide Products

Ao contar uma história, um falante da ASL pode usar a contemplação visual para indicar personagens da história. Por exemplo, ao falar sobre um gigante ele pode olhar para baixo enquanto gesticula a voz do gigante. Contar histórias é uma tradição da comunidade dos surdos.

Uma forma complexa de se contar histórias é o teatro de surdos. Algumas produções teatrais recentes incorporaram a linguagem de sinais como uma forma de aumentar o interesse dos surdos e tornar a arte mais acessível a todos. O Deaf West Theatre convoca atores com audição normal, surdos e deficientes auditivos para peças e musicais. Em 2003, o Deaf West Theatre reproduziu o musical "Big River: The Adventures of Huckleberry Finn". Todas as falas do show possuíam voz e sinais e a produção teve um tempo limitado na Broadway.