História da linguagem de sinais

Conforme mencionado na seção anterior, a Linguagem de Sinais Francesa é a origem para muitos dos sinais usados na ASL. No começo do século XIX, um professor de surdos chamado Thomas Hopkins Gallaudet foi da América para a Europa a fim de aprender técnicas de ensino. Na Inglaterra, ele conheceu Roch-Ambroise Cucurron e Abbe Sicard, o diretor de uma escola para surdos em Paris. Gallaudet aprendeu métodos de ensino e muitos sinais para usar na comunicação com os surdos e deficientes auditivos, com Abbe Sicard. Gallaudet convenceu Laurent Clerc, um dos alunos de Sicards, a ajudá-lo a fundar uma escola para surdos na América.

Gallaudet e Clerc fundaram a Escola Americana para Surdos (ASD) em 1817, em Hartford, Connecticut. A escola combinava sinais da LSF com os que já eram usados pela comunidade de surdos da América, para criar uma linguagem padronizada. Nesta época, esta linguagem evoluiu para a ASL, considerada atualmente a linguagem de sinais mais genérica do mundo. Atualmente, o campus da ASD inclui ensino infantil, fundamental e médio.

Antes da ASL
As pessoas nos Estados Unidos, utilizavam a linguagem dos sinais antes da fundação da escola em 1817. Por exemplo, os americanos nativos desenvolveram uma linguagem de sinais para se comunicarem entre as tribos. Era mais uma coleção de vocabulário compartilhado do que uma linguagem complexa e os especialistas em linguagem de sinais acreditam que a influência de seus sinais na ASL foi mínima.

Os surdos nos Estados Unidos desenvolveram linguagens regionais de sinais antes da introdução da ASL. Marthas Vineyard, Massachusetts, tinha uma população desproporcionalmente grande de surdos, por isso muitos de seus moradores aprenderam a linguagem local de sinais, sendo surdos ou não.

O filho de Thomas Gallaudets, Edward, fundou a Universidade de Gallaudet em Washington, D.C. A Gallaudet foi a primeira faculdade para surdos e deficientes auditivos. A universidade oferece programas de graduação em muitas profissões para mais de 1.500 alunos e, embora a maioria deles seja de surdos ou de deficientes auditivos, mais de 5% dos matriculados é composto por alunos que escutam. A ASL é a linguagem oficial do campus, embora haja controvérsia entre a comunidade dos surdos sobre o nível de habilidade e capacidade da ASL no que diz respeito à equipe da universidade, bem como no que se refere à perspectiva da instituição na importância da ASL em geral.

Um
Imagem 2007 Georgia Perimeter College
Um aluno aprendendo a linguagem de sinais pelo vídeo

 

Alunos de ASL não precisam aprender leitura em voz alta nem habilidades de escuta para serem fluentes. A ASL tem a sua própria gramática e fonologia. Nas línguas faladas, a fonologia é o estudo dos sons. Na linguagem dos sinais, é o estudo dos sinais e movimentos manuais básicos, que fornecem a base para todos os sinais, sintaxe e morfologia na língua falada e escrita, a morfologia estuda como as palavras são formadas a partir de sons e palavras básicas. Na linguagem dos sinais, é o estudo de como os sinais manuais básicos representam conceitos. A ASL pode ser interpretada em qualquer outra língua. Normalmente, ela não é escrita, embora haja um sistema chamado escrita de sinais projetado para permitir que os usuários da ASL comuniquem sinais e expressões faciais de forma escrita, sem traduzir seus pensamentos para outra língua. Aprender a ler em inglês pode ser difícil para alguns surdos, porque a ASL e o inglês não estão estruturados da mesma forma. O Inglês possui regras complicadas que não se aplicam à ASL e, dessa forma, não ser capaz de escutar a língua também pode ser o maior desafio ao aprender a ler.

Popularidade da ASL
A ASL é uma das linguagens que mais tem sido estudada nos Estados Unidos. Muitos sites dizem que a ASL é a quarta "língua" mais usada nos Estados Unidos, embora esta afirmação ainda não tenha sido confirmada. Estimativas sobre o número de surdos nos Estados Unidos variam entre 500 mil até mais de 2 milhões, mas nem todos os surdos usam a ASL e nem todos os usuários da ASL são surdos.