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| linguagem de sinais |
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Durante séculos, os deficientes auditivos ou surdos se basearam na comunicação com os outros através de dicas visuais. Conforme a comunidade dos surdos cresceu, as pessoas começaram a padronizar os sinais, construindo um vocabulário e gramática ricos, que existem independentemente de qualquer outra língua. Um observador casual de uma conversa na linguagem dos sinais pode descrevê-la como graciosa, dramática, nervosa, engraçada ou irritada, mesmo sem saber o que um único sinal quer dizer.
Existem centenas de linguagem de sinais. Onde houver comunidades de surdos, você os encontrará se comunicando com vocabulário e gramática específicos. Dentro de um mesmo país, encontramos variações regionais e dialetos: como em qualquer língua falada, é possível encontrar pessoas em regiões diferentes que transmitem o mesmo conceito de formas distintas.
![]() Imagem 2000-2007 Dreamstime Pessoas usando a linguagem de sinais |
Pode parecer estranho para quem não entende a linguagem dos sinais, mas os países que possuem a mesma língua falada não têm necessariamente uma linguagem de sinais em comum. A linguagem americana de sinais (ASL) ou Ameslan e a linguagem britânica de sinais (BSL) se desenvolveram independentemente uma da outra, então seria muito difícil ou até mesmo impossível para um surdo americano se comunicar com um surdo britânico. De qualquer forma, muitos dos sinais da ASL foram adaptados da linguagem francesa de sinais (LSF), de forma que um usuário da ASL na França provavelmente conseguiria se comunicar claramente com os surdos de lá, mesmo as línguas faladas sendo completamente diferentes.
![]() Imagem 2007 Georgia Perimeter College Aprendendo a gesticular no Laboratório de Interpretação da Linguagem de Sinais, no Georgia Perimeter College |
Não há uma correlação direta entre as linguagens naturais de sinais e as línguas faladas: os usuários das linguagens de sinais se comunicam através de conceitos, e não de palavras. Embora seja possível interpretar a linguagem dos sinais para uma língua falada como o inglês e vice-versa, tal interpretação não seria uma tradução direta.
A maioria dos usuários da linguagem dos sinais acha difícil aprendê-la nos livros e por meio de figuras estáticas. O jeito que uma pessoa sinaliza um conceito pode dizer mais sobre seu significado do que o sinal em si. As figuras não capturam as nuances que são intrínsecas à comunicação clara da linguagem de sinais e, às vezes, é difícil sinalizar os movimentos que alguns sinais exigem sem vídeo, animação ou demonstração ao vivo.
Neste artigo, nos concentraremos na linguagem americana de sinais, a linguagem de sinais dominante nos Estados Unidos. Veremos também o inglês exato sinalizado SEE e inglês misturado sinalizado PSE: duas alternativas para a ASL que são usadas, principalmente, entre os surdos e as pessoas com audição normal. A SEE e PSE se baseiam na língua inglesa para sua variação de graus, o que significa que, diferentemente da ASL, elas são linguagens de sinais construídas, artificiais. Falaremos sobre a tentativa de estabelecer uma linguagem de sinais universal e veremos outras utilizações da linguagem de sinais.
Na próxima seção, veremos a história da linguagem americana de sinais.
Se você for o "ouvinte" de uma conversa na linguagem dos sinais, você os recebe. A pessoa que está sinalizando é o "falante" e a pessoa que está observando é o "ouvinte". Ao ouvir, é necessário prestar atenção no rosto e nos olhos do falante, usando sua visão periférica para ver os sinais manuais. Muito do significado na linguagem dos sinais vem das expressões faciais, e ao se focar só nas mãos dos falantes, provavelmente você entenderá mal o que ele está tentando expressar. |