Introdução a Será que Jack, o Estripador, era artista?


serial killer
­Ser prostituta em Londres (em inglês) em 1888 deve ter sido especialmente perturbador. Além dos perigos comuns que a profissão acarretava, nos últimos meses daquele ano, um lunático - um assassino cruel de mulheres - estava à solta no East End da cidade. Pelo menos cinco foram mortas por um serial killer que as levou a acreditar que era apenas um cliente comum. Elas encontraram seu fim de maneira brutal, e os crimes se tornaram conhecidos como os "assassinatos de Whitechapel".

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Express Newspapers/Getty Images
Foto mortuária de Elizabeth Stride, prostituta assassinada em 1888
por Jack, o Estripador, no bairro londrino de Whitechapel

Em um dos casos, o rim de uma vítima foi removido e levado como suvenir. Em outro, os órgãos sexuais da vítima foram dissecados. Um caso igualmente sangrento envolvia uma amputação interrompida, na qual o assassino deixou para trás uma perna parcialmente removida. A cidade vivia um frenesi com as notícias dos horríveis assassinatos. A imprensa apelidou o monstro de “Jack, o Estripador”. Era um criminoso audaz que, em alguns casos, eliminava suas vítimas na rua deixando os restos eviscerados para que os transeuntes os encontrassem ao acaso.

De acordo com a crença popular, houve outras vítimas, entre as quais uma mulher cujo torso foi descoberto sob uma lona e cujos braços e pernas foram encontrados flutuando no rio Tâmisa (em inglês). A força policial londrina acabou atribuindo cinco homicídios, todos eles de prostitutas, ao estripador. A série de crimes aconteceu entre 31 de agosto e 9 de novembro de 1888. Dois deles ocorreram em intervalo de uma hora, no dia 30 de setembro. Foi um outono de medo em Londres.

E então, tão repentinamente quanto haviam começado, os assassinatos pararam. Jack, o Estripador, recuou para um canto sombrio na história.

Por mais de um século, inúmeras pessoas tentaram descobrir a identidade real de Jack, o Estripador. Esses curiosos, conhecidos como "ripperologists", empregaram pesquisas históricas e análises da investigação conduzida pela polícia londrina e pela Scotland Yard, no século 19, para orientar seus esforços. Criminologistas e historiadores amadores apontaram para dezenas de possíveis suspeitos, nenhum dos quais foi definitivamente identificado como Jack, o Estripador. E a busca continua até os dias de hoje.

Em 2002, a renomada escritora de livros de mistério Patricia Cornwell propôs sua teoria sobre a identidade de Jack, o Estripador. Ela lançou “Portrait of a Killer: Jack the Ripper - Case Closed” [“Retrato de um Assassino: Jack, o Estripador, Caso Encerrado”], um trabalho de investigação histórica no qual ela aponta seu suspeito para os crimes.

Na página seguinte, descubra por que Cornwell tem certeza de que um conhecido artista britânico do século 19 era Jack, o Estripador.