A International Criminal Police Commission - ICPC (Comissão de Polícia Criminal Internacional) foi criada em 1923. Com o centro de operações em Viena, Áustria, a organização publicou um jornal contendo notícias sobre criminosos procurados internacionalmente. A II Guerra Mundial interrompeu o desenvolvimento da ICPC - os Nazistas tomaram o controle, destituíram o Secretário Geral em vigor e mudaram o centro de operações para Berlim. Após a Guerra, a organização foi restituída e um novo centro de operações foi estabelecido em Paris. O grupo oficialmente pegou o nome código telegráfico "Interpol" e adotou o sistema de notificação colorido. O centro de operações foi transferido para Lyon em 1989. As décadas de 1990 e 2000 viram o rápido desenvolvimento e expansão dos sistemas de banco de dados e comunicações.
O emblema oficial da Interpol é um globo, que é flanqueado por coroas de oliveira e uma balança da justiça em frente a uma espada, com as rubricas da agência no topo e o nome Interpol ao fundo. A bandeira da Interpol retrata o emblema com um círculo branco em um fundo azul claro com raios brancos entrelaçados que apontam para os cantos, simbolizando a velocidade de comunicações realizada pela Interpol [Fonte: Interpol - em inglês].
![]() Foto cedida por do Departamento de Defesa dos EUA de Abu Musab Al-Zarqawi, um dos terroristas mais procurados do mundo |
Em uma palestra realizada em 2005, o Presidente da Interpol (uma posição no Comitê Executivo) Jackie Selebi forneceu um excelente exemplo do trabalho da Interpol:
"As histórias de sucesso da Interpol demonstram o papel crítico que os nossos diferentes NCBs têm na cooperação policial global. Por exemplo, um sérvio, Milan Lukic, procurado pelo Tribunal Criminal Internacional das Nações Unidas da antiga Iugoslávia (ICTY) e Sérvia e Montenegro, por crimes de guerra contra muçulmanos da Bósnia em 1992-94, foi preso finalmente em Buenos Aires no dia 7 de agosto de 2005. Isso não seria possível sem a estreita colaboração entre o ICTY, a Secretaria Geral da Interpol e os NCBs na Argentina e no Chile. A verdadeira identidade do Sr. Lukic, que estava usando um nome falso quando foi interpelado pelas autoridades argentinas, foi confirmada quando suas impressões digitais foram enviadas pelo NCB de Buenos Aires ao IPSG para confirmação e comparação imediatas. Essa história de sucesso demonstra claramente que nossos NCBs têm um papel chave operacional muito importante na cooperação policial internacional, e a utilização deles em seu potencial pleno fará a diferença em nossa luta contra o crime e o terrorismo transnacional."
[Fonte: Interpol]
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