O trabalho da Interpol

A Interpol difere da maior parte das agências de aplicação da lei - os agentes, na verdade, não fazem prisões e não há um presídio da Interpol para onde os presos são levados. A agência funciona como uma ligação administrativa entre as agências de aplicação da lei dos países membros, fornecendo assistência de comunicação e base de dados. Isso é vital no combate internacional ao crime porque a língua, as diferenças burocráticas e culturais podem tornar difícil o trabalho em conjunto de oficiais de nações diferentes. Por exemplo, se os oficiais do FBI localizam um terrorista na Itália, eles podem não saber quem contatar na Polizia di Stato, se a Polizia Municipale tem jurisdição sobre alguns aspectos do caso, ou quem no governo italiano precisa ser notificado sobre o envolvimento do FBI. Então o FBI pode contatar o Departamento Central Nacional da Interpol na Itália, que irá agir como ligação entre os Estados Unidos e as agências italianas de aplicação da lei.

A base de dados da Interpol auxilia os aplicadores da lei a verem o grande quadro do crime internacional, enquanto outras agências têm suas próprias bases de dados (extensas de crimes) e a informação raramente ultrapassa as fronteiras de uma nação. A Interpol pode localizar os criminosos e o planejamento de crimes ao redor do mundo. Eles mantêm coleções de impressões digitais e fichas, listas de pessoas procuradas, amostras de DNA e passaportes. Somente o banco de dados de passaportes perdidos e roubados deles contém mais de 12 milhões de registros [Fonte: Interpol - em inglês]. Eles também analisam todos esses dados e liberam informações sobre o planejamento de crimes para os países membros.

mogadishu system
Foto cedida pela Interpol
O National Center Bureau (NCB) em Mogadishu está conectado a rede do sistema I-24/7 por satélite.
O sistema permite o contato com outros países 24 horas por dia.

Uma rede de comunicações mundial segura permite aos agentes da Interpol e países membros contatar um ao outro a qualquer hora. Conhecida como I-24/7, a rede oferece acesso constante à base de dados da Interpol. Embora o National Central Bureaus sejam os principais lugares de acesso na rede, alguns países membros têm expandido isso para áreas chave como aeroportos e pontos de acesso das fronteiras. Os países membros também podem acessar entre eles bases de dados de criminosos através do sistema I-24/7 [Fonte: Interpol - em inglês].

Na eventualidade de um desastre internacional, ataque terrorista ou assassinato, a Interpol pode enviar uma equipe de resposta a incidentes. Essa equipe pode oferecer uma gama de peritos e acesso à base de dados para ajudar a identificação da vítima, identificação suspeita e a disseminação da informação para outras agências nacionais de aplicação da lei [Fonte: Interpol - em inglês]. E, a pedido de autoridades locais, eles podem agir como um comando central e operação logística para coordenar outras agências de aplicação da lei envolvidas em um caso. Tais equipes foram acionadas 12 vezes em 2005.

Outras organizações policiais internacionais

A Interpol não é a única agência de aplicação da lei operando em nível internacional. A Europol funciona de modo bastante parecido com a Interpol, mas funciona dentro da União Européia. De fato, fazer parte da Europol é um pré-requisito para a entrada na União Européia.

As Polícias Internacionais são a Força de Paz composta de voluntários civis. Eles são enviados para lugares problemáticos ao redor do mundo (normalmente a pedido das Nações Unidas) para monitorar situações e proteger os civis quando necessário. Eles, quando muito, utilizam armas leves.