Moçambique
Histórico

Moçambique, descoberto por Vasco da Gama em 1498, tornou-se colônia portuguesa no século 16.  Em 1962 é criada a Frente pela Libertação de Moçambique (FRELIMO), que inicia um movimento de guerrilha contra o domínio português. Conquistada a independência em 1975, Moçambique passa a ser governado pela Frente, levando meio milhão de moçambicanos brancos a deixarem o país. Surge então um movimento de oposição ao governo comunista da FRELIMO, comandado pela Resistência Nacional de Moçambique (RENAMO), dando origem a uma sangrenta guerra civil, que durou quase 20 anos. Somente em 1989, com a abolição da orientação comunista pela FRELIMO, eleições multipartidárias aconteceram em Moçambique. Em 1992, um acordo de paz iniciado pelas Nações Unidas entre a FRELIMO e RENAMO acabou com os conflitos. O país, no entanto, sofria as conseqüências da longa guerra civil, da falta de chuvas, da dependência econômica da África do Sul e da emigração da mão-de-obra qualificada dos brancos que abandonaram em massa Moçambique.

Moçambique

bandeira moçambique


Capital: Maputo

Língua oficial: português

Nome oficial: República de Moçambique

Descrição da bandeira: três listras horizontais iguais nas cores verde, preto e amarelo, com um triângulo isósceles vermelho no lado do mastro; a listra preta tem a borda em branco; no centro do triângulo existe uma estrela de cinco pontas com um rifle cruzado e uma enxada, superpostos sobre um livro aberto

Maior cidade: Maputo

Área: 799.390 km²

Coordenadas: 18 15 S, 35 L

Fronteiras: fronteira com o Malauí, África do Sul, Suazilândia, Tanzânia, Zâmbia, Zimbábue e Canal de Moçambique


Dados populacionais

  • População: 21.284.701 (2008).
  • Taxa de natalidade: 38,21 nascimentos por mil habitantes (2008).
  • Taxa de mortalidade: 20,29 mortes por mil habitantes (2008).
  • Grupos étnicos: africanos (99,66%), europeus (0,06%), euro-africanos (0,2%), indianos (0,08%).
  • Principais religiões: católica (23,8%), muçulmana (17,8%), cristãos sionistas (17,5%), outros (17,8%), nenhuma (23,1%).
  • Línguas: português, línguas regionais (ronga, changã, muchope).
  • Alfabetização: 47,8% (2003).
  • IDH (Índice de Desenvolvimento Humano): 0,384. Posição no ranking: 172º de 177 países.

Economia

As reformas macroeconômicas de 1987 e a estabilidade política desde 1994 impulsionaram a economia de Moçambique, severamente prejudicada pela guerra civil e pela má administração. A maior parte da força de trabalho do país depende da agricultura de subsistência e cerca de 70% dos cidadãos vivem abaixo da linha de pobreza. Com 2,5 mil km de praias, o mergulho tem grande potencial para ser explorado pela indústria de turismo em Moçambique.

  • Indústrias: alimentos, bebidas, químicos (fertilizantes, sabão, tinta), alumínio, produtos de petróleo, têxteis, cimento, vidro, asbesto, tabaco.
  • Índice de desemprego: 21% (1997).
  • População abaixo da linha de pobreza: 70% (2001).
  • Exportação: alumínio, pitus, caju, algodão, açúcar, citrus, madeira de construção.
  • Importação: maquinaria e equipamento, veículos, combustíveis, químicos, produtos de metal, produtos alimentícios, têxteis.

Governo

  • Tipo: república.
  • Sistema judicial: baseado no sistema de lei civil português e na lei consuetudinária; não aceitou jurisdição compulsória da Corte Internacional de Justiça (ICJ).
  • Feriado nacional: Dia da Independência (25 de junho de 1975).
  • Constituição: 30 de novembro de 1990.


Geografia e turismo

  • Localização: sudeste da África, fazendo fronteira com o Canal de Moçambique, entre a África do Sul e a Tanzânia.
  • Clima: tropical a subtropical.
  • Atrações principais: Ponta de Ouro, Ponta Malongane, Maputo, Chidenguele, Inhambane, Vilanculos, ilhas Moçambicanas.
  • Vacinas: hepatite A, hepatite B, tifóide, raiva.
  • Distância do Brasil (a partir de Brasília): 7.952,46 km.
  • Moeda: metical.

 

mapa moçambique


Meio ambiente

  • Porcentagem de área coberta por florestas: 24,6% (2005).
  • Emissão de dióxido de carbono (CO2) em milhares de toneladas métricas: 2.166 (2004).
  • Proporção da população que utiliza água tratada: 42% (2006).
  • Proporção da população que utiliza serviços de saneamento: 31% (2006).

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Fontes (em inglês)