O gráfico 3 (abaixo) mostra a mortalidade proporcional por idade no Brasil em três anos distintos. Isso significa dividir o número de mortes em uma determinada faixa de idade - por exemplo, dos 15 aos 19 anos- pelo total de pessoas com essa idade na população.
Pode-se ver pelo gráfico que as faixas de maior risco são as crianças pequenas até 2-3 anos. Depois, a partir dos 20 anos a mortalidade vai aumentando até os 70-79 anos. A partir dessa idade a mortalidade cai por um motivo muito simples: a maior parte das pessoas já morreu e sobraram poucas. Em 1980, um quarto das mortes era em menores de um ano, porém no ano 2000 essa proporção caiu a 6,5%. Em contrapartida a proporção de mortos com idade superior a 50 anos dobrou em 20 anos.

Gráfico 3 Mortalidade proporcional por idade no Brasil em 1980, 1990 e 2000.
O gráfico 4 (abaixo) mostra as causas de morte dos menores de um ano no Brasil nas últimas três décadas. As causas perinatais aumentaram bastante, as congênitas aumentaram um pouco, e as causas respiratórias e infecciosas caíram muito.
Esse gráfico mostra que caíram as causas infecciosas e respiratórias, que são mais facilmente tratáveis, o que é um bom sinal. Quase não se morre de diarréia e outras causas infecciosas. A mortalidade congênita e a perinatal, muitas vezes associadas aos bebês prematuros, são mais difíceis de controlar, embora um bom acompanhamento pré-natal possa prevenir grande parte das complicações decorrentes do parto.

Gráfico 4 Causas de morte em menores de um ano no Brasil em 1980, 1990 e 2000.
O gráfico 5 (abaixo) é complementar ao anterior e mostra de forma clara que a tendência nas últimas décadas é a concentração da mortalidade na primeira semana de vida, porque a partir de um mês a maior parte das mortes era causada por doenças respiratórias e infecciosas, hoje muito mais controladas.

Gráfico 5. Distribuição das mortes no primeiro ano de vida nas últimas três décadas.
O gráfico 6 (abaixo) mostra a mortalidade em menores de um ano desde 1979 até 2005. É importante reparar que embora o número de crianças que nasçam tenha aumentado ano a ano, a mortalidade caiu, ou seja, houve uma queda importante da mortalidade infantil. Esse gráfico mostra somente os números absolutos - não se trata de taxas de mortalidade infantil, que são calculadas dividindo-se o número de óbitos em menores de um ano pelo número de nascidos vivos no último ano.

Gráfico 6. Mortalidade em menores de um ano de 1979 a 2005.