Dados gerais sobre mortalidade e população brasileira

O gráfico 1 (abaixo) mostra os dados de mortalidade geral na população brasileira de 1980 a 2004. Morrem em torno de cinco mulheres e sete homens por cada 1.000 brasileiros todos os anos. Já se pode ver pelo gráfico que as mulheres morrem menos do que os homens. Esse é um fato sabido há mais de um século e é um fenômeno mundial.


Gráfico 1. Evolução das taxas de mortalidade no Brasil por sexo de 1980 a 2004.


O gráfico 2 (abaixo) mostra o local onde as pessoas morrem. A maior parte das mortes acontece nos hospitais , mas várias mortes também acontecem em casa e algumas nas vias públicas. A morte em hospital se acentuou nos últimos anos, fato que gera duas interpretações aparentemente contraditórias.

A primeira é que os hospitais estão mais abrangentes, atendendo mais e melhor e, conseqüentemente o número de mortes neles é maior pela melhoria ao acesso. A segunda afirma que a morte hospitalar é, em parte considerável das vezes, decorrente de tratamentos fúteis que prolongaram a vida por dias ou semanas e, em conseqüência, a morte em domicílio seria um indicador mais adequado de qualidade assistencial.

Talvez as duas visões estejam certas, e a tendência observada com o surgimento dos “atendimentos domiciliares” ou “home care” é de aumentar a proporção de óbitos domiciliares ou em casas de repouso.


Gráfico 2. Local dos óbitos no Brasil.