O que o horóscopo pode nos dizer?

Quem acredita?
Uma pesquisa feita em 1988, logo após a consulta de um astrólogo por Nancy e Ronald Reagan ter vindo a público (leia abaixo "O presidente e a astróloga") mostrou que a crença geral dos norte-americanos em astrologia tinha declinado de 29% para 12% em 1978. No entanto, mais de 50% dos adolescentes disseram acreditar.

Uma pesquisa feita em 2004 revelou que as taxas de crença estão aumentando novamente, com 29% dos norte-americanos expressando a crença na astrologia. Mulheres e jovens tinham mais probabilidade de acreditar.

Agora que abordamos as maneiras pelas quais os astrólogos desenvolvem suas leituras, que tipo de coisas eles podem nos dizer? Uma olhada rápida no horóscopo de um jornal nos mostra que as leituras astrológicas desse tipo se assemelham a perfis de personalidade, com conselhos de relacionamento e orientações sobre momentos certos para tomar decisões financeiras importantes. Alguns astrólogos tentam até fazer predições específicas sobre o futuro, mas a maioria das leituras astrológicas tende a permanecer próxima à fórmula do "conselho pessoal".

No entanto, uma leitura completa e profissional pode ser extremamente detalhada, recheada de informações sobre as interações dos diversos elementos astrológicos e como elas afetam o sujeito. Mesmo que você não acredite que as estrelas exerçam qualquer influência sobre a vida das pessoas, ainda pode ser benéfico (ou pelo menos interessante) ler um perfil psicológico e considerar como ele se relaciona com sua própria vida. A maneira como você lida com a autoridade, o que você procura em um relacionamento, como você se relaciona com seus pais e sua reação típica quando seu chefe pergunta sobre seu trabalho atrasado são coisas que você poderia não examinar profundamente e, se as examinar, freqüentemente não será em relação a tudo o mais que acontece em sua vida. Uma boa leitura astrológica pode colocar essas coisas em conjunto e forçar o sujeito a examinar a si mesmo sob uma nova luz, possivelmente tirando conclusões importantes ou fazendo mudanças para melhor.

A seguir, vamos descobrir de onde veio a astrologia.

O presidente e a astróloga

Foto cedida Biblioteca do Congresso Americano
Nancy Reagan
Em 1988, o ex-chefe de Pessoal da Casa Branca Don Regan escreveu suas memórias detalhando o tempo que permaneceu na administração do presidente Ronald Reagan. A revelação que chamou a atenção do público foi o fato de que Reagan havia organizado sua agenda ao longo de sua presidência de acordo com os conselhos da astróloga da primeira-dama Nancy Reagan.

A astróloga Joan Quigley elaborou mapas astrais que detalhavam até o minuto mais propício para Reagan fazer discursos ou se reunir com autoridades estrangeiras. Ela deu essas informações a Nancy por telefone e elas foram repassadas ao chefe de pessoal de Regan. Reagan chegou a usar um calendário codificado com cores para que pudesse acompanhar quais os melhores dias para agendar eventos importantes. E assim, o homem mais poderoso do mundo ocidental tinha sua agenda controlada pelas estrelas ... ou por uma astróloga que cobrava US$ 3 mil todos os meses pelo serviço.