A Grã-Bretanha se considerou incapaz de resolver a questão da Palestina e a remeteu à ONU. Em novembro de 1947 a ONU decidiu repartir a Palestina entre árabes e judeus, mantendo Jerusalém como zona internacional. Líderes árabes rejeitaram o plano e houve conflitos. Em 14 de maio de 1948, com o fim do mandato britânico na Palestina, líderes judeus proclamaram o Estado de Israel. David Ben-Gurion assumiu o cargo de primeiro-ministro.
![]() © 2009 Comotudofunciona Guerra árabe-israelense de 1948. O mapa mostra a área reservada a Israel pelo plano de repartição de 1947 da ONU e o território tomado por Israel na guerra de 1948. |
O novo Estado rechaçou a invasão pelos vizinhos da Liga Árabe. A luta terminou em 1949, com Israel ocupando parte de Jerusalém e parte da Palestina árabe. Israel se recusou a recuar, e não houve assinatura de um tratado. Os árabes foram expulsos das areas capturadas, criando enorme problema com refugiados. Muitos permaneceram indefinidamente em campos de refugiados na Jordânia. Em 1950 a Jordânia anexou o restante da Palestina árabe, incluindo Jerusalém oriental.
Em outubro de 1956 Israel atacou bases egípcias na península do Sinai e avançou até chegar a 16 km do canal de Suez. Enquanto isso, França e Grã-Bretanha avançaram para tomar o canal. A ONU parou o ataque franco-britânico e conseguiu estabelecer uma trégua. As forças israelenses recuaram.
Na década de 60 a tensão permaneceu alta, com choques frequentes na fronteira, mas só em junho de 1967 estourou a guerra. Israel derrotou em seis dias as forças reunidas do Egito, da Síria e da Jordânia e rapidamente tomou a Faixa de Gaza, a península do Sinai, as colinas de Golã e todo o território jordaniano a oeste do rio Jordão (com o que retomou pleno controle de Jerusalém). O conflito, chamado de Guerra dos Seis Dias, foi interrompido por um cessar-fogo promovido pela ONU.
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Passados alguns meses, israelenses e árabes tinham voltado a lutar, de forma restrita – normalmente ataques aéreos e incursões. Houve confrontos frequentes ao longo da fronteira com o Líbano e no Canal de Suez. Extremistas palestinos iniciaram uma campanha terrorista internacional contra Israel e seus aliados.
A tensão cresceu até outubro de 1973, quando o Egito e a Síria fizeram forte ataque a Israel durante o feriado judaico do Yom Kippur. O Iraque e a Jordânia enviaram tropas para auxiliar os árabes no conflito (conhecido como Guerra do Yom Kippur). Com o apoio dos Estados Unidos e da União Soviética, a ONU conseguiu um cessar-fogo no 22° dia de guerra. Na ocasião havia forças egípcias no Sinai e tropas israelenses a oeste do Canal de Suez; as Colinas de Golã estavam ocupadas por forças israelenses.Em 1974 houve retirada parcial das tropas de Israel do território egípcio e sírio.
Israel tentou um acordo permanente de paz com os países árabes, mas não houve progresso até que o presidente egípcio, Anuar Sadat, visitasse Jerusalém, em 1977. Em 1979 foi assinado um tratado de paz prevendo a devolução em etapas do Sinai ao Egito, em um série de etapas que terminariam em 1982. Em troca, o Egito reconheceu a soberania de Israel.
![]() © 2009 Comotudofunciona Mapa mostra as etapas da retirada de Israel da Península do Sinai |