Desde o início de 2007, Hillary Clinton procurou alguns fortes levantadores de verbas para ajudá-la a encher os cofres de sua campanha. Ela organizou um jantar em 6 de fevereiro para cerca de 70 investidores de estúdios, advogados, capitalistas e outros membros do mundo das altas-finanças. Cada convidado concordou em angariar US$ 250.000 e alguns até um US$ 1 milhão. Os convidados concordaram em adiantar US$ 50 mil cada um até o fim de fevereiro para ajudar nos fundos da campanha (em inglês) de Hillary [fonte: Washington Post (em inglês)].
Sua tática funcionou. Até abril, ela quebrou o recorde de campanha presidencial que mais angariou fundos durante um trimestre em particular. Ela foi capaz de gerar US$ 26 milhões em apenas três meses, que foram quase três vezes a quantia do recorde anterior de US$ 8,9 milhões, atingida pelo vice-presidente Al Gore em 1999 [fonte: Washington Post (em ingles)].
Setembro de 2007 foi um mês difícil para a estratégia de levantamento de verbas de Clinton. Naquele mês, a senadora enfrentou críticas sobre o levantamento de verbas em Washington, onde foi acusada de usar a posição de senadora para atrair outros legisladores em um almoço oferecido por uma firma de advocacia. Os ingressos custavam US$ 1.000 ou US$ 2.300 e dava aos lobistas acesso aos legisladores [fonte: Associated Press (em inglês)].

Também naquele mês, Clinton devolveu pelo menos US$ 850 mil das contribuições de campanha a 260 doadores. O dinheiro havia sido coletado pelo financiador de Clinton, Norman Hsu, que foi preso em setembro de 2007 por desacato às autoridades após ter sido condenado por fraudes de investimentos. Hsu teve que pagar aos investidores mais de US$ 1 milhão, foi considerado culpado em 1992 e um mandado de prisão foi expedido após ele ter faltado para receber a sentença. A campanha de Clinton disse à mídia que eles fizeram uma checagem no histórico de Hsu (procedimento padrão) antes de aceitarem o dinheiro, mas não encontraram nada sobre o mandado [fonte: NPR (em inglês)].
O marido de Hillary, o ex-presidente Bill Clinton, apresentou-se para ajudar nos esforços de levantamento de verbas da esposa. Ele atuou como um sub-rogado de alto padrão em vários eventos ao longo de 2007. Em um jantar para 100 convidados em Nova Iorque, em março de 2007, Bill Clinton conseguiu gerar US$ 500 mil. E-mails enviados durante a campanha pelo presidente Clinton geraram US$ 1 milhão em pequenas doações [fonte: Associated Press (em inglês)]. Em outro evento de levantamento de verbas em março, os Clinton apareceram para o acontecimento de duas horas e levantaram mais de US$ 1 milhão em ingressos que custavam pelo menos US$ 1.000 [fonte: ABC News (em inglês)].
Clinton passou a maior parte de 2007 angariando doações que chegavam ao máximo de US$ 2.300 (o permitido por lei) de cada doador que financiou a senadora. Ela evitou os esforços de obter pequenas doações individuais. [fonte: National Review (em inglês)]. Sua estratégia de altas contribuições funcionou para a campanha; em 2007, ela levantou US$ 115,7 milhões (seu objetivo para o ano era de US$ 75 milhões) [fonte: Open Secrets (em inglês)].
Do dinheiro que ela levantou em 2007, 55% das doações foram feitas por homens e 45% por mulheres [fonte: Open Secrets (em inglês)]. Ela encontrou apoio de doadores que trabalham com finanças, seguros, imóveis, advocacia e indústrias lobistas (mais de US$ 28 milhões), e a menor parte de doadores da indústria de defesa (US$ 199.926) [fonte: Open Secrets]. 24% das contribuições de sua campanha vieram do estado de Nova Iorque (US$ 22,36 milhões); a Califórnia ficou em segundo lugar com US$ 17,25 milhões (19%) [fonte: Open Secrets (em inglês)].
Durante 2008, a estratégia de levantamento de verbas de Clinton focada nos grandes doadores foi interrompida. "A maioria de nossos doadores já chegou no limite", disse um financiador de Clinton à Bloomberg News em fevereiro. A estratégia mudou o foco para um "alargamento de base" [fonte: Bloomberg (em inglês)]. No fim de janeiro, Clinton contribuiu com US$ 5 milhões do seu próprio bolso para a sua campanha [fonte: Wall Street Journal]. Sua aparente disposição para mostrar apoio para si mesma valeu a pena, pois nos cinco dias seguintes da Super Tuesday 2008, Clinton gerou US$ 10 milhões em doações online de mais de 100 mil doadores. Seu objetivo para os cinco dias era de levantar US$ 3 milhões [fonte: HillaryClinton.com (em inglês)].
Para mais informação sobre eleições, política e outros assuntos relacionados, visite a próxima página.
| FAVORITOS | |||||
| Faça do HowStuffWorks a sua página inicial | | | digg it! (?) | | | del.icio.us | |