Agenda presidencial de Hillary Clinton

Quando ela apareceu no "Late Night with David Letterman" em 30 de agosto de 2007, Clinton descaradamente apresentou suas "top dez" promessas de campanha. Em uma delas, se fosse eleita presidente, os americanos "teriam a opção de rolar os dados contra o IRS para o dobro ou nada em suas taxas" [fonte: CBS News (em inglês)].

Sua plataforma econômica estava centrada largamente no fortalecimento da classe média. Esse plano incluía partes relacionadas como ajudar mais estudantes americanos a pagarem a faculdade, expandindo o serviço de banda larga às áreas rurais e recompensando os investidores de tecnologia. Ela também afirmou que iria estender a redução de taxas à classe média e estreitar as uniões [fonte: HillaryClinton.com (em inglês)]. Ela também mencionou que trabalharia pelo aumento do salário mínimo para US$ 9,50 [fonte: Newspaper Tree (em inglês)].

Clinton escolheu o Ato de Redução da Poluição do Aquecimento Global de 2007, uma proposta que reduziria a emissão de gases-estufa dos Estados Unidos para 80% menos do que os níveis de 1990 até 2050. A proposta "foi a mais propensa em termos de o que é preciso ser feito para lidar com a ameaça do aquecimento global", disse Clinton em uma entrevista com Amanda Griscom Little. Clinton também disse à Little que ela planejava reduzir a quebra de taxas das companhias petrolíferas [fonte: Salon (em inglês)].

Apoiador de Clinton em New Hampshire, 2006.
­Stan Honda/AFP/Getty Images
Clinton moldou sua mensagem da campanha de 2008 ao incluir sua experiência, dizendo que poderia estar "pronta para liderar a partir do primeiro dia". Esse eleitor parece concordar.

Como primeira-dama, Clinton focou na saúde. Esse foco não parece ter sido alterado. Seu American Health Choices Plan, descrito em seu site oficial, clamava pela garantia de cobertura médica para todos os americanos [fonte: HillaryClinton.com (em inglês)]. Aqueles que estão segurados podem optar em manter o plano atual, fazer parte da mesma cobertura privada oferecida pelo Congresso ou aproveitar a cobertura pública similar ao Medicare. Clinton planejava implementar essa política oferecendo créditos de taxas para as famílias adquirirem a cobertura, dando recompensas às empresas que oferecem a cobertura e anulando as quebras de taxas de Bush para os americanos abastados.

Clinton planejava estabelecer um programa nacional de jardim de infância com o fundo federal indo para os estados para ajudar a estabelecer programas ou apoiar os que já estão estabelecidos. Ela também planejava contratar mais professores, aumentar os salários, aumentar as garantias de Pell e criar créditos de taxas de até US$ 3.500 para pais de estudantes de educação superior. A faculdade poderia ser ainda mais atraente com o plano de Clinton de implementar um sistema de recompensa monetária para os graduandos que participam de um ano de serviço público após a graduação. Ela também disse que a sua administração investiria US$ 1 bilhão em programas que irão reduzir o número de desistências das minorias pela metade [fonte: Boston Herald (em inglês)].

No Iraque, Clinton propôs a redução do número de tropas após 60 dias de sua posse [fonte: New York Times (em inglês)]. Ela disse que seria necessário deixar algumas tropas para combater o terrorismo, para impedir que o Irã invada o Iraque e para proteger os curdos. Todavia, se a retirada das tropas causasse a violência sectária no país, ela afirmou que, como comandante do país, não permitiria que as forças americanas interviessem.

Clinton é a favor da reforma de imigração, optando pela segurança das fronteiras e tratamento humanitário de estrangeiros ilegais que já estão vivendo nos Estados Unidos. "É claro que teremos segurança nas fronteiras", ela disse em El Paso, Texas, em fevereiro de 2008, mas também apresentou sua visão de que existe uma necessidade de "tirar as pessoas das sombras" [fonte: ABC News (em inglês)]. Ela previu que o equilíbrio seria afetado, dando aos imigrantes ilegais um caminho à cidadania junto com novas leis de reforço contra futuros imigrantes ilegais, aumentando a patrulha da fronteira e a tecnologia que ela utiliza [fonte: Clinton.Senate.gov (em inglês)].

A campanha de 2008 se tornou a mais cara da história. Durante toda a campanha, Clinton foi capaz de angariar o dinheiro necessário, quebrando alguns recordes de financiamento de campanha (em inglês). Leia sobre suas capacidades de angariar verbas na próxima página.