Embora tenha sido senadora dos Estados Unidos durante 8 de seus 60 anos, na época em que apostou em se tornar a primeira presidente mulher da história americana, Hillary Clinton já tinha um poder político estabelecido. Atualmente, ela é um estandarte do Partido Democrata, mas seus primórdios políticos estão mergulhados no ativismo republicano.

Quando criança, ela seguiu o exemplo do pai, interessando-se pela política republicana desde cedo. Atuou como uma "Goldwater Girl," uma apoiadora jovem do candidato presidencial de 1964 do Partido Republicano, o senador Barry Goldwater, do Arizona. Como graduanda do Wellesley College, ela atuou como presidente do grupo republicano do campus [fonte: HillaryClinton.com (em inglês)].
Em Wellesley, as visões liberais de Clinton começaram a emergir, criando uma dicotomia em suas visões conservadoras. "Eu tenho o coração liberal, mas a mente conservadora" ela escreveu a um amigo durante a faculdade [fonte: UC Berkeley (em inglês)].
Sua posição no Partido Democrata se solidificou rapidamente após ter assumido firmemente a posição de esquerdista. Em 1973, Clinton trabalhou no Southwestern United States for the Democratic National Committee, registrando eleitores nos estados fronteiriços. Foi um ponto de virada na sua educação política: "Nós tivemos a chance de entrar nas casas das pessoas" ela disse à uma multidão em El Paso, 35 anos depois, na campanha de 2008. "Comemos muita comida boa. Ouvimos algumas músicas lindíssimas. E conquistamos alguns eleitores também" [fonte: Washington Post (em inglês)].
Cinco anos depois de se voluntariar ao DNC, Clinton se tornou a primeira-dama democrata do Arkansas.
É impossível contar a história política de Hillary Clinton sem descrever também a carreira política de seu marido, pois os dois estão intrinsicamente ligados. Eles são, como descritos pela CNN, "o casal definitivo do poder político" [fonte: CNN (em inglês)].
Bill Clinton disse durante a campanha presidencial de 1992 que se o povo americano o elegesse, eles conseguiriam "dois pelo preço de um", promessa que ficou famosa [fonte: Washington Post (em inglês)]. Como primeira-dama, Clinton era uma força com que se podia contar. Um adesivo de pára-choque da época em que Bill Clinton estava na Casa Branca dizia que o dono do carro planejava "votar no marido de Hillary" [Los Angeles Times (em inglês)]. O termo "Billary" foi cunhado para descrever a união deles [fonte: Urban Dictionary (em inglês)].
Mas na corrida das prévias da campanha presidencial de 2008, Hillary surgiu com sua própria candidatura. Ela afirmou ser uma veterana da política de Washington, "pronta para liderar a partir do primeiro dia" [fonte: Associated Press]. Sua plataforma era forte no apoio à classe média, fornecendo convênio saúde universal para os americanos, acabando com a Guerra do Iraque, reformando a imigração e apoiando os direitos das mulheres [fonte: HillaryClinton.com (em inglês)].
As prévias da campanha presidencial de 2008 deram a Clinton espaço para ela exibir seus talentos políticos. O financiamento de sua campanha atingiu recordes, com mais de US$115 milhões em 2007 [fonte: Open Secrets (em inglês)]. E ela se orgulha do apoio de seu marido e de sua filha, pois ambos fizeram campanha para ela. "Ela está no ramo das soluções e sempre esteve", disse Bill Clinton à uma multidão antes das prévias de Wisconsin, em fevereiro de 2008. "Ela é a melhor nisso e sempre foi" [fonte: WISN (em inglês)].
Conheça o histórico de votação de Clinton, sua vida, sua plataforma presidencial e saiba como ela é vista por grupos de interesses especiais. Na próxima página, veremos os detalhes da vida de Clinton.