A vitória do comunismo em 1945 assegurou o domínio da União Soviética sobre a Europa Oriental durante a Guerra Fria e os quarenta anos seguintes a ela, mas o movimento comunista internacional era tudo, menos unido. A Iugoslávia de Tito se recusou a fazer parte do bloco comunista em 1948. Em vez disso, embarcou em uma experiência comunista mais flexível, com ligações mais fortes com o ocidente e controles econômicos menos rígidos.
Em 1958, as relações da União Soviética com a China comunista se deterioraram exatamente no momento em que Mao lançou o "Grande Passo à Frente" a fim de modernizar a economia chinesa. Em 1960, havia uma ruptura entre as duas potências. A Albânia e alguns movimentos comunistas do mundo em desenvolvimento seguiram a liderança de Mao, e o mundo comunista se dividiu entre a aliança de Moscou e a de Pequim.
Na Europa Ocidental, os partidos comunistas se tornaram altamente críticos quanto ao autoritarismo do modelo soviético. Até 1980, as nações comunistas eram forçadas a se adaptar às realidades de um ocidente mais próspero. Em 1985, o novo líder da União Soviética, Mikhail Gorbachev, embarcou em uma nova política de abertura e reestruturação (glasnost e perestroika) para tentar introduzir um comunismo reformado com maiores liberdades econômicas. A reforma da União Soviética influenciou outras populações do bloco soviético a questionarem o sistema comunista.
Em 1989, quando Gorbachev exigiu que os outros regimes comunistas aceitassem a mudança, não houve uma movimentação generalizada. Um regime não-comunista emergiu na Polônia em agosto do mesmo ano, e durante os quatro meses seguintes todos os regimes do bloco soviético entraram em colapso. Essa foi a brecha para queda do Muro de Berlim e, em 1990, as duas Alemanhas foram novamente unidas em um único Estado.
Também em 1990, a própria União Soviética começou a ruir quando as repúblicas divididas demandaram independência e, em 1991, a União desapareceu. Os partidos comunistas foram dissolvidos nominalmente e os sistemas parlamentares foram adotados em todo o bloco soviético, pondo um fim à longa era de ditaduras européias. Na Rússia, Boris Yeltsin foi eleito presidente em 12 de junho de 1991.
Os problemas enfrentados pelo mundo nos anos 90 e no começo do século 21 não foram diretamente herdados da 2ª Guerra Mundial. O aquecimento global e as crises ambientais, a ascensão do fundamentalismo islâmico e os conflitos no Oriente Médio e o florescimento da China como superpotência econômica foram produtos da transformação do panorama industrial e político no pós-guerra. A "guerra contra o terror", provocada pela destruição do World Trade Center em Nova York (em inglês), no dia 11 de setembro de 2001, é bem diferente da 2ª Guerra Mundial.
Essa nova guerra se baseia em cenários internacionais desconhecidos, nos quais, após o colapso do bloco soviético, há somente uma grande potência: os Estados Unidos. Os gastos americanos com defesa são atualmente iguais ao total de gastos do resto do mundo, mas os alvos da intervenção americana são "Estados fracassados" (neste caso, Afeganistão e Iraque). A competição acontece em escala global e combina tecnologia eletrônica de última geração contra primitivos ataques com bombas e emboscadas. Mesmo assim, essa enorme diferença tecnológica e militar não assegurou a vitória, como aconteceu em 1945.
Na próxima seção, leia sobre o impacto da 2ª Guerra Mundial, que pode ser sentido ainda hoje em países do mundo todo.
Para acompanhar mais grandes eventos da 2ª Guerra Mundial, veja os links a seguir.