A criação do Estado de Israel

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Editores do Legacy Publishers

O fim da 2ª Guerra Mundial (em inglês) levou ao rápido desaparecimento das influências francesa e britânica em todo o mundo árabe, enquanto o rápido eclipse das antigas forças imperiais transformou a política, não só da Ásia, mas do Oriente Médio e da África também. Os territórios mandatários concedidos pela Liga das Nações após a 1ª Guerra Mundial receberam a independência. Entre eles estavam a Síria e a Jordânia, em 1946, e o Líbano, em 1943. O mandato inglês sobre a Palestina foi liquidado e um território judeu, prometido após a 1ª Guerra Mundial, mas nunca concedido, foi criado em 1948: o Estado de Israel.

Os horrores do genocídio dos judeus europeus levou a uma crescente demanda por um Estado judeu. Forças britânicas permaneceram entre os árabes palestinos e colonizadores e imigrantes judeus, mas um prolongado conflito de guerrilhas e o aumento da pressão americana forçaram os britânicos a abandonarem a área. Israel foi estabelecida pelo consentimento árabe forçado, mas houve a conseqüência de seis décadas de violência. Os estados árabes adjacentes lutaram sem sucesso contra Israel em 1948 e novamente em 1967 e 1973.

Em 1956, Israel encontrou improváveis aliados na Grã-Bretanha e na França em uma tentativa de prevenir, à força, que o novo regime nacionalista de Gamal Abdel Nasser, do Egito, tomasse o controle do Canal de Suez. A crise do Suez foi a última alegoria da velha Europa imperial. As pressões americana e soviética acabaram com essa operação européia, tornando finalmente evidente que o longo período de hegemonia européia dominante havia acabado para sempre.

O desfecho do império ficou completo com a independência da África colonial. Os aliados usaram forças e recursos africanos de maneira extensiva durante a guerra. Mas forças nacionalistas e anticolonialistas da África, pequenas antes da guerra, cresceram durante os anos de luta. No norte da África, a derrota da França, em 1940, e a expulsão da Itália, em 1942, minaram a credibilidade do imperialismo ocidental e abriram o caminho para a independência.

A Líbia se tornou independente em 1951; o Egito em 1954; e a Tunísia e o Marrocos em 1956. Na Argélia, onde uma comunidade de colonização francesa existia entrincheirada, houve uma forte resistência para a retirada. Uma guerra civil selvagem irrompeu entre colonos franceses, revolucionários islâmicos e nacionalistas nativos. O exército francês lutou contra a insurgência com considerável brutalidade, mas oito anos após o conflito, o novo presidente francês, Charles de Gaulle, aceitou a derrota. Em 1962, o exército e os colonos franceses abandonaram a Argélia para sempre.

No restante da África colonial, a independência foi concedida em cada estado durante as décadas de 50 e 60. Somente no sul da África, o sistema colonial persistiu. No sul da Rodésia, os colonizadores brancos declararam a independência em seu próprio nome, em 1965, e tentaram suprimir as demandas dos negros por um Estado democrático e distribuição de terras mais justa. Somente em 1980, após outra violenta guerra civil, os colonizadores brancos abandonaram a luta e aceitaram o novo estado de Zimbábue. Nas colônias portuguesas de Angola e Moçambique, uma guerra anticolonial apoiada por forças comunistas culminou com a retirada dos portugueses e com a independência em 1975.

O último representante da velha ordem era a África do Sul. Dominada por um poderoso movimento nacionalista liderado por seus colonizadores predominantemente holandeses, a África do Sul foi expulsa da comunidade britânica de nações por adotar uma política quase fascista de discriminação racial conhecida como apartheid. A minoria branca manteve um forte controle sobre o resto da população, incluindo uma fração de brancos dissidentes contrários ao regime. Repudiado pelo resto do mundo por meio de sanções e pressão moral, o regime branco finalmente se rendeu em 1990 quando ocorreu um desmantelamento do apartheid. Em 1994, as eleições livres trouxeram a vitória ao Congresso Nacional Africano com o seu líder, Nelson Mandela, que havia sido recentemente liberado da prisão. Ele se tornou o primeiro presidente democrático da África do Sul.

Na próxima seção, leia sobre a expansão do comunismo no mundo após a 2ª Guerra Mundial.

 

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