Conduzindo um ataque

Quando um grupo SWAT começa um ataque, é formada uma fila única conhecida como cobra. Isso diminui o número de membros do time que fica na mira dos suspeitos armados, mas obviamente é perigoso para o oficial na frente da fila. Esse oficial é conhecido como esclarecedor. Seu trabalho é ser o primeiro a entrar em um local desconhecido (depois que, se necessário, outros membros tenham arrombado a porta) e neutralizar qualquer suspeito que aparecer. O esclarecedor é um oficial que muitas vezes deve tomar decisões em milésimos de segundo. Ele está ameaçando alguém com uma arma? O suspeito está com uma arma na mão? Ele é um refém ou um suspeito? Tais decisões são literalmente questões de vida ou morte.

Membros do grupo SWAT da 60ª Base do Esquadrão de Segurança Policial. Prontos para atirar com pistolas M9 e escondidos atrás de um arbusto.
Foto cedida pelo Departamento de Defesa dos EUA/Força Aérea
Membros do grupo SWAT da 60ª Base do Esquadrão de
Segurança Policial atrás de um arbusto e com pistolas M9 prontas

Se você já viu a ação de um grupo fictício da SWAT em um programa de TV, deve ter percebido que, quando entram em um local, cada um dos membros rapidamente fica posicionado ou vigia uma determinada parte do lugar. Isso não é ficção e não acontece por acaso. Cada membro do grupo tem uma Área de Responsabilidade. No instante em que entra no local, cada agente da SWAT começa a vigiar sua Área. Isso é planejado para que os oficiais não atrapalhem uns aos outros e para garantir que o local inteiro seja vigiado o mais rápido possível. No entanto, assim como a defesa de um time de futebol reage a vários jogadores ofensivos, os oficias agem e ajustam suas Áreas de acordo com o que acontece no local.

Membros do grupo SWAT do Departamento de Polícia de Arlington avançam por um local na Área de Treinamento de Quântico.
Foto cedida pelo Departamento de Defesa dos EUA/Força Aérea
Membros do grupo SWAT do Departamento de Polícia de
Arlington avançam por um local na Área de Treinamento de Quântico

Quando o grupo SWAT entra no local ou prédio, eles dão um grito ou usam uma "flash bang", uma granada que produz muita luz e barulho. O objetivo é desorientar o suspeito por pelo menos alguns segundos, geralmente o tempo necessário para a SWAT deixá-lo sob a mira das armas e deitado no chão.

Um grande número de variáveis pode afetar o resultado de um ataque da SWAT. O melhor cenário seria quando o suspeito se rende ou quando fica desorientado pelo tempo necessário para ser imobilizado e algemado pelos oficiais. Aproximadamente 90% de todas as chamadas da SWAT terminam sem que um único tiro seja dado. É claro que os ataques também podem dar errado. Se o suspeito forçar um confronto, pode ser morto pelos oficiais da SWAT. Os oficiais também podem ser baleados e os reféns, atingidos por suspeitos nervosos ou por balas perdidas dos policiais. Os grupos da SWAT treinam para evitar que essas coisas aconteçam.

Depois que a situação é resolvida, independentemente do resultado, o trabalho da unidade SWAT ainda não está terminado. Primeiro, existem documentos a serem preenchidos. O mais importante é que todo trabalho da SWAT está sujeito à revisão e avaliação. O grupo discute sobre as coisas positivas e negativas, e usa essas informações para direcionar os treinos e corrigir problemas em chamadas futuras.

Vamos ver algumas críticas aos grupos SWAT na próxima seção.