![]() Foto cedida por Improv Everywhere Crédito da foto: agentes Nicholson e Todd Ninguém nesta foto trabalha na Best Buy |
![]() Foto cedida por Improv Everywhere Crédito da foto: agentes Sklaren, Demblowski e Brady |
Os agentes não procuravam os clientes, mas como era totalmente verossímil que eles trabalhavam ali, os clientes freqüentemente se aproximavam deles. Os agentes faziam o melhor (e geralmente erravam) para apontá-los para a direção certa, embora a oportunidade de improvisar às vezes fosse demais para resistir. Uma agente se lembrou desta discussão:
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Sinfonia de celulares
![]() Foto cedida por Improv Everywhere Crédito da foto: agentes Nicholson e Rainswept O maestro |
Para criar a comoção suficiente para fazer as pessoas na loja realmente prestarem atenção, eles precisavam de muitos telefones. Apresentaram-se 120 agentes com seus celulares para a missão, portanto 60 iriam para os guarda-volumes e 60 ficariam do lado de fora para fazer as chamadas. O grupo de agentes ficou num frio de rachar (fazia 10°C negativos naquela noite) a alguns quarteirões da loja, divididos segundo a marca do telefone. Cada grupo encontrou um toque que havia sido carregado previamente em todos os telefones. Metade deles entraria. Os agentes com os telefones de dentro programaram seus aparelhos para usar o toque apropriado e deram seu número para alguém com um telefone do lado de fora. Os agentes se dirigiram para a livraria, aonde chegariam aos poucos e guardariam uma bolsa contendo um telefone. Os agentes do lado de fora se prepararam para esperar no frio durante 45 minutos.
![]() Foto cedida por Improv Everywhere Créditos da foto: agentes Nicholson e Rainswept |
Com todos os telefones posicionados nos guarda-volumes, o agente maestro ficou do lado de fora com sua orquestra e iniciou a sinfonia. Todos os 60 agentes discaram os números correspondentes e enviaram ao sinal do maestro. Dentro da livraria, 60 celulares começaram a tocar e as pessoas olharam para o guarda-volumes, onde os funcionários tentavam descobrir, rindo, de onde vinha o barulho.
![]() Foto cedida por Improv Everywhere Crédito da foto: agentes Nicholson e Rainswept Um funcionário da The Strand procura a fonte da cacofonia |
E de repente parou... mas não por muito tempo. O maestro acenou para os grupos da Samsung, da Nokia, da Motorola, da Treo e da LG sucessivamente, criando uma sinfonia de diferentes "movimentos". Os funcionários e os clientes testemunharam o concerto com reações variadas: uns estavam aborrecidos, uns confusos, mas a maioria estava gostando. Havia dois funcionários no guarda-volumes no centro da ação; um deles tinha o tempo todo um sorriso enorme no rosto. Desenvolveu-se a hipótese de que um único telefone estaria fazendo todos os outros tocarem, por defeito ou de propósito; os funcionários procuraram o "telefone gatilho" em vão. Um funcionário próximo comentou "é como um filme de David Lynch isso aqui. Não faz sentido".
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O melhor show de todos os tempos
Para uma das mais famosas e também mais controversas missões do repertório do Improv Everywhere, alguns dos principais agentes do grupo tiveram mesmo de estudar. A idéia por trás da missão do "melhor show de todos os tempos", em outubro de 2004, era dar a alguma banda desconhecida com uma cotação de horário terrível o melhor show de sua vida. Depois de procurar nos jornais de entretenimento por uma banda de fora da cidade com um horário de apresentação ruim, o agente Todd escolheu os Ghosts of Pasha, uma banda de Vermont, para tocar no Mercury Lounge às 22h30 de domingo. Em circunstâncias normais, este show seria bastante quieto. Os agentes do Improv Everywhere alteraram as circunstâncias, para usar um eufemismo.
![]() Foto cedida por Improv Everywhere Crédito da foto: agente Todd Um agente vestindo a camiseta dos Ghosts of Pasha que ele fez usando o logotipo do site da banda |
Primeiro, cada um dos 35 agentes baixou o disco dos Ghosts of Pasha e decorou as letras de todas as canções da banda. Em seguida, se enfeitaram com tatuagens falsas e camisetas serigrafadas dos Ghosts of Pasha. Finalmente, os 35 agentes apareceram no show que seria a terceira apresentação pública dos Ghosts of Pasha. Quando a banda começou a tocar, a platéia formada pelos 35 agentes do Improv Everywhere e outras três pessoas estava cantando as músicas junto com eles e gritando por suas favoritas. Algumas pessoas tiraram suas camisetas, dançaram e se jogaram do palco. Os membros da banda também entraram na onda, replicando a energia da multidão; fizeram a apresentação de suas vidas. Depois da última canção, um agente sem camiseta subiu no palco e abraçou o vocalista.
![]() Foto cedida por Improv Everywhere Crédito da foto: agente Todd |
De acordo com os Ghosts of Pasha, quando o show acabou ninguém da banda disse nada por um longo tempo. As primeiras palavras a saírem da boca de alguém foram "que diabos acabou de acontecer?" Naquela noite, a viagem de volta para Vermont foi quase silenciosa. Muitos dias depois, a banda descobriu que seu melhor show até então havia sido uma performance do Improv Everywhere.