O teste de inteligência existe há muitos anos. Os imperadores chineses usavam o teste de aptidão para avaliar os criados civis por volta de 2200 a.C. [ref- em inglês]. Os testes que conhecemos como testes de QI começaram a ser aplicados perto do final do século XIX. Hoje, os testes de QI geralmente medem a memória da pessoa, assim como as capacidades da linguagem, espacial e matemática. Em termos teóricos, esses testes medem um conceito ou fator conhecido como g. Pense em "g" como uma unidade de medida ou uma forma de expressar a quantidade de inteligência que uma pessoa tem.
Os testes de QI também são padronizados para que a maioria das pessoas faça 90 e 110 pontos. Quando colocado em um gráfico, as pontuações do teste de QI de um grupo grande de pessoas normalmente lembra uma curva de sino, com a maioria das pessoas pontuando na média. Uma percepção comum é a de que, se alguém pontuar acima de um determinado número, com freqüência 140, será automaticamente considerado gênio. Mas, em vez da existência de organizações de QI elevado, muitos cientistas advertem que não existe um QI de nível gênio.
![]() Imagem usada sob licença de GNU Free Documentation Uma curva de sino |
Muitos educadores e pesquisadores acham que, em geral, os testes de QI padronizados realizam um bom trabalho ao prever quão bem uma criança irá na escola. Com freqüência, as escolas usam esses testes para determinar que crianças devem ser colocadas em classes de bem dotados ou de educação especial. A maioria das faculdades e universidades, além de alguns empregadores, também usa testes padronizados como parte dos processos de admissão.
Além disso, alguns pesquisadores e teóricos argumentam que o conceito de "g" é muito restrito e não fornece um panorama completo da inteligência de uma pessoa. Esses pesquisadores acham que a inteligência é uma combinação de muitos fatores. Uma teoria que tenta fornecer uma abordagem mais ampla da inteligência é a teoria das inteligências múltiplas de Howard Gardner. De acordo com Gardner, há sete tipos de inteligência:
Outra teoria menos restritiva é a teoria triárquica da inteligência humana de Robert J. Sternbert. Segundo Sternbert, a inteligência humana inclui:
![]() Imagem de domínio público Wolfgang Amadeus Mozart: gênio |
As teorias triárquica e de inteligências múltiplas são relativamente novas e os críticos apontaram falhas em ambas. Elas podem, entretanto, ser capazes de explicar melhor o conceito de gênio do que os testes de QI tradicionais. Os gênios não são simplesmente pessoas com muito "g". Mozart, por exemplo, combinou a genialidade musical com uma compreensão inata da matemática e de padrões. A genialidade de Einstein transpôs os domínios das relações lógicas, matemáticas e espaciais. E todos os gênios têm uma aptidão muito importante em comum: eles possuem muita inteligência criativa. Sem ela, eles não seriam gênios. Eles seriam apenas extremamente inteligentes.
Quanto de criatividade é necessário para se tornar um gênio? Em seguida, vamos dar uma olhada em como a imaginação e a produtividade contribuem com a genialidade.