O gênio e o cérebro

O cérebro
O cérebro regula os sistemas dos órgãos do corpo. Quando você caminha, o cérebro envia impulsos para os nervos e diz aos músculos o que fazer. O cérebro controla os sentidos do olfato, paladar, tato, visão e audição. As emoções são sentidas e processadas por meio do uso do cérebro. Acima de tudo, o cérebro permite que você pense, analise informações e solucione problemas. Mas como ele o torna inteligente?

Os cientistas não descobriram exatamente como funciona toda a massa cinzenta no cérebro, mas eles têm uma idéia de qual parte permite que você pense. O córtex cerebral, que é a parte mais externa no cérebro, é onde reside o pensamento e o raciocínio, que são as funções primordiais do cérebro. As funções secundárias, que estão relacionadas à sobrevivência básica, ocorrem em um local mais profundo do cérebro.


Passe o ponteiro do mouse sobre os nomes das partes do cérebro para ver onde elas se localizam

O córtex cerebral é a maior parte do cérebro e ele é cheio de rugas e dobras, que permitem que ele caiba dentro do crânio. Se você removesse e esticasse o córtex cerebral de um humano adulto, ele seria tão grande quanto algumas páginas de jornal. Ele se divide em vários lobos e as diferentes regiões dentro desses lobos lidam com tarefas específicas relacionadas a como você pensa. Aprenda mais sobre os lobos em Como funciona o cérebro. Aqui está uma visão geral rápida do que cada lobo gerencia:

  • Frontal: fala, pensamento e memória
  • Parietal: entrada sensorial do corpo
  • Temporal: informações auditivas
  • Occipital: informações visuais

Fumar não é inteligente
De acordo com as descobertas de uma pesquisa lançada em 2004, os fumantes e ex-fumantes não tiveram um bom desempenho nos testes comparados aos não fumantes. Em 1947, 465 pessoas realizaram um teste que media a capacidade cognitiva aos 11 anos. Elas fizeram o teste novamente entre o ano 2000 e 2004. Com base nos resultados, o fumo parece ter sido a causa de uma queda de 1% na função cognitiva. Uma explicação possível para essa correlação é que os danos do pulmão relacionados ao fumo fizeram que menos oxigênio chegasse ao cérebro das pessoas.

É óbvio que o córtex cerebral tem um grande impacto no modo de pensar, mas estudar exatamente como ele faz que você seja inteligente é um pouco complicado, porque:

  • O cérebro é difícil de ser acessado; afinal, ele fica confinado dentro do crânio.
  • As ferramentas disponíveis para dar uma olhada no cérebro, como os aparelhos de tomografia por ressonância magnética, exigem que a pessoa fique parcial ou completamente imóvel. Isso pode dificultar para os médicos observar a atividade do cérebro das pessoas durante as atividades cotidianas.
  • O cérebro, assim como todos os órgãos, sofre alterações depois que a pessoa morre. Essas alterações podem tornar difícil a comparação entre o cérebro de alguém em relação a outros cérebros enquanto essa pessoa estava viva. Além disso, os exames necroscópicos não conseguem avaliar a atividade cerebral.
A localização do córtex cerebral no cérebro

Apesar de todos esses desafios, os pesquisadores descobriram algumas coisas sobre como o cérebro afeta a inteligência. Em 2004, em um estudo na Universidade da Califórnia, Irvine descobriu que o volume da massa cinzenta em partes do córtex cerebral tinha um impacto maior na inteligência do que o volume total do cérebro. As descobertas sugerem que os atributos físicos de muitas partes do cérebro, em vez de um "centro de inteligência" específico, determinam quão inteligente uma pessoa é.

Em 1999, uma análise do cérebro de Albert Einstein também pareceu corroborar com essa teoria. O cérebro de Einstein era um pouco menor do que o cérebro médio. Partes de seu lobo parietal, entretanto, eram mais largas do que o cérebro da maioria das pessoas. As áreas maiores no cérebro de Einstein estão relacionadas ao raciocínio matemático e espacial. Seu lobo parietal quase não apresentava uma fissura que é encontrada no cérebro da maioria das pessoas. Analistas formularam uma teoria de que a ausência da fissura significa que as diferentes regiões do cérebro de Einstein poderiam se comunicar melhor.

Em 2006, um ensaio na revista "Nature" teorizou que a forma como o cérebro se desenvolve é mais importante do que seu próprio tamanho. O córtex cerebral de uma pessoa fica mais espesso durante a infância e mais fino na adolescência. De acordo com o estudo, o cérebro das crianças com QIs mais elevados ficou mais espesso mais rapidamente do que o das outras crianças. Os estudos também sugerem que, até certo ponto, as crianças herdam a inteligência dos pais. Alguns pesquisadores afirmam que isso ocorre porque a estrutura física do cérebro pode ser uma característica herdada. Além disso, o processo de se tornar realmente bom em algo requer e incentiva o cérebro a se capacitar para lidar melhor com essa determinada tarefa.

Embora os cientistas não tenham certeza exatamente de como ou por que isso acontece, está claro que o cérebro humano desempenha um papel na determinação da inteligência de uma pessoa. Mas qual é a diferença entre gênio e inteligência? E o que faz que uma pessoa seja mais inteligente do que outra? Em seguida, vamos dar uma olhada em como a inteligência se relaciona com a genialidade.

Bebês inteligentes?
Capa do CD Baby Needs Mozart
Imagem cedida Amazon
Capa do CD "Baby Needs Mozart"

Depois que estudos demonstraram que ouvir Mozart poderia aumentar as pontuações de QI, os pais começaram a colocar Mozart para os bebês ouvirem, esperando usufruir do "efeito Mozart". Uma explicação para o efeito é que a música faz que as pessoas fiquem mais atentas e alertas. Outra é que escutar Mozart e realizar tarefas de raciocínio matemático e espacial ocorre nos mesmos neurônios dentro do cérebro. Nenhum dos estudos envolvendo a música de Mozart, entretanto, usou bebês como matéria do teste e o efeito Mozart nos adultos normalmente é temporário.