Evitando e adotando a expansão urbana

A Europa (em inglês) e grande parte do resto do mundo não seguiram o "modelo americano dos subúrbios", que é baseado no modo de vida suburbano e na dependência de automóveis para as atividades cotidianas [fonte: New Zealand Herald (em inglês)]. Ao invés disso, preferiram viver na cidade e nos subúrbios localizados imediatamente fora das cidades. Porém, a Agência Ambiental Europeia (EEA, sigla em inglês) afirma que os tempos estão mudando. Embora o alastramento ainda não tenha atingido na Europa as mesmas proporções que nos Estados Unidos, ele certamente está aumentando. Desde os anos 50, por exemplo, a população da Europa aumentou 33%, enquanto que as cidades européias cresceram 78%. Essa expansão está se tornando especialmente prevalente em áreas que apresentam uma forte atividade econômica e altos níveis de densidade populacional, como em Paris, norte da Itália, Bélgica e nos Países Baixos [fonte: EEA (em inglês)].

costa de Sydney
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A costa de Sydney, na Austrália, é o lar de quase 21 milhões de pessoas (número registrado em agosto de 2008)

Um ótimo exemplo do alastramento internacional está na Austrália, que rapidamente se transformou em um dos países mais urbanizados do mundo, com a maioria dos residentes vivendo em Sydney ou perto da costa de Sydney. O trânsito, a poluição do ar e os custos de vida cada vez mais altos são alguns dos problemas causados pela expansão na área. De fato, planejadores estão trabalhando para descobrir como lidar com a previsão de aumento populacional de 1,1 milhões até 2031. Um dos planos atuais é construir mais de 600 mil novas casas no sul e no oeste (para desafogar a costa), que estarão próximas de estações de trem e de ônibus e que também terão ciclovias e calçadões [fonte: China Daily (em inglês)].

Uma cidade importante que muitas pessoas provavelmente admitem ter o maior índice de alastramento é Los Angeles. É verdade que L.A. conseguiu reduzir a expansão apesar de um intenso aumento da população. A cidade conquistou isso através de requerimentos de zoneamento, o que mantive os lotes residenciais pequenos e mais próximos [fonte: Sprawl City (em inglês)]. O consumo de terrenos na área não aumentou, ao invés disso diminuiu em 8%, enquanto que a densidade populacional de L.A. subia entre 1970 e 1990 [fonte: Sprawl City (em inglês)]. Devido à popularidade da área, o alastramento teria sido bem pior se não tivessem um planejamento de antemão, estimulando a alta densidade populacional através de sólidos incentivos de vida, trabalho e lazer para os residentes da cidade.

Outra cidade que enfrenta os motivos relacionados com o alastramento é Detroit, que teve uma redução de 7% na população entre 1970 e 1990. Porém, o consumo de terrenos da área aumentou em 28%. Acredita-se que isso seja devido a fatores sem relação com a população (como o crime e o custo de vida) que empurraram as pessoas para as áreas periféricas da cidade. Apesar disso parecer uma exceção à regra, dados do Censo mostram que as cidades apresentam um crescimento populacional muito mais rápido do que as metrópoles que têm registrado um declínio [fonte: Sprawl City (em inglês)].

A seguir discutiremos como os cidadãos comuns podem agir contra o alastramento.