Os problemas da expansão urbana

Muitas pessoas acreditam que o mau planejamento por parte das municipalidades e das instituições do governo foi o que gerou uma expansão descontrolado em algumas áreas. Outros pesquisadores acreditam que o alastramento seja o resultado inevitável do modo de viver com carro ou de um aumento da dependência de automóveis. O que é certo é que não existe um consenso sólido sobre se a expansão é realmente uma coisa ruim no final das contas.

Mas há claramente algumas desvantagens nessa expansão em que o alastramento é considerado o principal culpado (embora seja quase impossível apontar todos os culpados). Uma das consequências mais óbvias e mais discutidas é a perda de áreas rurais num alcance de aproximadamente 1,2 milhões de acres (500 mil hectares) todos os anos [fonte: National Geographic (em inglês)]. A devastação ambiental, incluindo a perda de cobertura de árvores e de hábitats de vida selvagem, assim como também a poluição da água potável, é comumente atribuída à expansão urbana. Essa poluição é causada por um aumento das superfícies rígidas, como o asfalto, que não conseguem absorver ou escoar a água da chuva como o solo faz. Isso faz com que os poluentes sejam desviados para as fontes de água, ao invés de serem absorvidos pelo solo. A cobertura de árvores foi reduzida em mais de um terço nos últimos 25 anos, isso somente em Atlanta, Chesapeake Bay e Puget Sound [fonte: American Forests (em inglês)].

transito
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Carros e caminhões são os que mais
colaboram com as más condições do ar


O aumento do uso do automóvel caminha lado a lado com o alastramento, isso porque as pessoas estão vivendo mais longe do trabalho e os distritos empresariais dos subúrbios não são construídos a uma distância que pode ser feita à pé. Isso causou um aumento nos níveis de fumaça e poluição do ar, resultando em mais casos de asma e outros problemas respiratórios. Além disso, os Estados Unidos, a Europa e outras partes do mundo afetadas pela expansão urbana notaram que o aumento da quantidade de emissões de gases do efeito estufa pelos carros está ligado às mudanças climáticas globais [fontes: Public Health Reports, EEA (em inglês)].

Caminhos mais longos para o trabalho resultaram em altos níveis de acidentes de trânsito, apesar dos veículos mais seguros e das campanhas de prevenção. De acordo com o National Highway Traffic Safety Administration (NHTSA), menores taxas de fatalidades envolvendo motoristas e passageiros são vistas em cidades densas, ao contrário de outras partes que abrigam a expansão [fonte: Public Health Reports (em inglês)]. Acidentes com pedestre também podem estar relacionados ao alastramento, por causa de calçadas inadequadas e do tráfego intenso. Atlanta, considerada por muitos especialistas a líder das cidades com altos índices de expansão, registrou um aumento no número desses acidentes, apesar da diminuição desse tipo de ocorrência nos Estados Unidos. Além disso, a dependência do carro também aparece creditada em parte com a obesidade.

Muitos especialistas acreditam que a expansão urbana resulta em custos mais altos para as agências do governo responsáveis pela construção de ruas, escolas, utilitários e outros serviços necessários para suportar os novos residentes. E quase sempre, esses gastos resultam em mais impostos.

Na próxima página, examinaremos os prós do alastramento urbano.