Entendendo a expansão

As pessoas que se opõem à expansão para as periferias defendem o controle do problema com a construção de áreas urbanas de alta densidade. Em outras palavras, acomodar mais gente por metro quadrado em prédios (como os arranha-céus), ao invés de diminuir (como as subdivisões com 200 casas ou mais). Isso pouparia as áreas rurais de serem ocupadas por aquilo que representa quase sempre um desenvolvimento desnecessário.

Infelizmente, esse tipo de planejamento não leva em conta as preferências por estilos de vida. Muitas pessoas simplesmente não gostam de multidões, trânsito e de viverem confinadas em apartamentos, o que geralmente caracteriza a vida urbana. Elas trocam esses problemas por casas construídas em um acre de terra nos subúrbios. Porém, os residentes confessos das cidades gostam das várias oportunidades culturais e de diversão disponíveis nos grandes centros urbanos, assim como tempos de transporte mais curtos que podem ser feitos a pé ou usando o serviço público.

Muitos especialistas concordam que a expansão é exacerbada por alguns fatores: crescimento populacional e mal uso de terreno. O aumento da população tende a fazer com que as pessoas se sintam mais aglomeradas nas cidades, levando-as a optarem pelos subúrbios. Já o mau uso do terreno ocorre quando as pessoas aumentam a quantidade média do espaço que utilizam (também chamado de expansão per capita), como quando trocam um apartamento de 140 m2 por uma casa de 300 m2 em um acre ou dois de terreno.

O crescimento populacional é considerado um fator importante do alastramento, embora algumas áreas urbanas continuem crescendo apesar da diminuição da população. Números publicados pelo Censo 2007 anunciaram que a imigração legal e ilegal deve aumentar o número de moradores nos Estados Unidos em 105 milhões até o ano de 2060, isso se as taxas atuais persistirem. Acrescente isso à taxa de natalidade normal e a atual população americana passará de 301 milhões para 468 milhões. O que agrava ainda mais a questão da expansão [fonte: SignOnSanDiego]. Afinal, para onde vão todas essas pessoas? Num detalhe interessante, os números do censo revelaram que 40% dos imigrantes estão descartando as cidades e preferindo os subúrbios, onde estão localizados muitos empregos agora. [fonte: The New York Times].

Como vimos, o alastramento é mais prevalente nos Estados Unidos, embora isso exista no mundo todo. E, tipicamente, ocorre ao redor das grandes cidades. O que está influenciando essa tendência? O sudeste dos Estados Unidos tende a ser a capital da expansão do país, em grande parte, graças à disponibilidade de habitações viáveis. Uma pesquisa realizada pelo USA Today descobriu que quatro das cinco cidades que mais se alastram estão localizadas no sudeste (Atlanta, Nashville, Charlotte e Greensboro). Austin, no Texas, foi a única cidade fora dessa região a aparecer entre as cinco maiores [fonte: USA Today (em inglês)].

Também representando um grande papel está o fato de que o sudeste, diferente das áreas de deserto como Las Vegas, possui um acesso facilitado para saneamento, o que ajuda na abertura de lojas nos subúrbios. Além disso, o sudeste não precisa se preocupar com os fatores geográficos presentes em outras partes do país e do mundo, como montanhas e desertos. As barreiras geográficas limitam a expansão que uma cidade pode ter.

Outro fator que contribui com o alastramento é o êxodo branco, que ocorre quando as pessoas abandonam as cidades para se corresponderem com outras de raça e histórico sócio-econômico parecidos. A segregação cultural tem sido particularmente proeminente em cidades do meio-oeste e do nordeste americano, incluindo Grand Rapids, Indianapolis e Cincinnati [fonte: USA Today (em inglês)]. Críticos enxergam esse fenômeno como um sério problema de direitos civis (em inglês) que empurra os centros urbanos já destituídos financeiramente para dentro de um ciclone de crimes e pobreza.

A seguir, saberemos mais sobre os prós e os contras da expansão urbana.

Termos úteis para alastramento

Área urbana: uma área com população grande o bastante (geralmente 2.500 pessoas ou mais) para constituir uma cidade ou um município. O Censo americano classifica uma grande área urbana como tendo mil pessoas ou mais por metro quadrado [fonte: NASA].

Subúrbio: área altamente residencial localizada nos arredores de uma cidade e caracterizada por muitas casas de família.

Áreas rurais: área fora da cidade ou do município com menos de 2.500 residentes; também conhecido como interior. Áreas não-urbanas geralmente têm até dez pessoas por metro quadrado [fonte: NASA].