"Um outro mundo é possível"

Este é o principal slogan do Fórum Social Mundial. Com ele, ONGs e movimentos sociais explicitam sua rejeição à “globalização neoliberal” – um conjunto de fenômenos impulsionado após o fim da Guerra Fria e que envolve a redução da presença do Estado no planejamento econômico, privatizações de empresas públicas e aumento da influência de instituições multilaterais pró-mercado, como o Fundo Monetário Internacional e a Organização Mundial do Comércio.

Através do FSM, seus participantes organizam campanhas mundiais pela reforma das Nações Unidas, contra o livre-comércio e pelo “comércio justo”, por mais responsabilidade social das companhias transnacionais e em favor das nações mais pobres. Muitos analistas vêem o FSM como auge de um processo internacionalista que começou com os movimentos comunistas e socialistas do século 19, transformou-se com a onda feminista e ambientalista da segunda metade do século 20 e ganhou nova feição com os protestos contra o livre-comércio em Seattle, em 1999.

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Crédito: Agência Carta Maior

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