História do FVE


Foto cedida por Edison National Historic Site Site Histórico Nacional Edison
Thomas Edison
Um dos mais respeitados cientistas do mundo, Thomas Alva Edison, acreditava que um dia seria possível construir uma máquina que ajudaria os humanos a se comunicarem com os mortos. Ele disse uma vez:
    Se nossa personalidade sobrevive, então é estritamente lógico ou científico supor que ela retém a memória, o intelecto, outras faculdades e o conhecimento que adquirimos nesta Terra. Portanto, se pudermos desenvolver um instrumento tão sensível que seja afetado por nossa personalidade enquanto ela sobrevive na próxima vida, tal instrumento, quando tornado disponível, poderia gravar alguma coisa.

Infelizmente, Edison não viveu para ver essa invenção se materializar.

Em 1949, Marcello Bacci, italiano, começou a gravar vozes com um velho rádio a válvulas. As pessoas vinham à casa de Bacci para falar com seus parentes falecidos. Poucos anos mais tarde, dois sacerdotes italianos, padres Ernetti e Gemelli, tentavam gravar um canto gregoriano em seu magnetofone, mas a máquina continuava empurrando. Cansado com os fracassos, o Padre Gemelli implorou a ajuda de seu pai. Para sua surpresa, a voz de seu pai falecido respondeu pelo magnetofone: "É claro que eu o ajudarei. Eu estou sempre com você."

Um dos mais bem conhecidos pesquisadores de FVE do século 20 foi um cantor de ópera, pintor e produtor de filmes sueco chamado Friedrich Jurgenson. Seu interesse no fenômeno da voz eletrônica foi iniciado em um dia de 1959, quando gravava os sons de pássaros cantando em uma floresta. Quando ele reproduziu a fita, ouviu uma voz feminina dizer "Friedrich, você está sendo observado. Friedel, meu pequeno Friedel, pode me ouvir?". Era a voz de sua mãe falecida. Jurgenson continuou a gravar muitas outras vozes ao longo dos  4anos seguintes e publicou 2 livros: "Telefone para o além" e "Radio Contact with the Dead" (Contato de rádio com os mortos, não traduzido para o português).

Konstantin Raudive, psicólogo da Letônia, ouviu falar dos experimentos de Jurgenson muitos anos mais tarde. Inicialmente ele era cético, mas então experimentou por si mesmo a técnica e acabou gravando muitas vozes, incluindo a de sua mãe falecida.

Nos anos 60 e 70, o FVE se tornou um braço legítimo, apesar de controverso, da pesquisa paranormal. Os pesquisadores americanos George e Jeanette Meek e o médium William O'Neil gravaram centenas de horas de FVE com osciladores de rádio. Eles alegam ter trabalhado intimamente com outro cientista, dr. George Jeffries Mueller. O único problema é que Mueller estava morto.

Sarah Estep, uma das pesquisadoras de FVE mais desenvoltas, fundou American Association of Electronic Voice Phenomenon, AAEVP, Associação Americana do Fenômeno da Voz Eletrônica (em inglês), em 1982. Ela alega ter se comunicado com milhares de fantasmas e também com alienígenas.

Pesquisadores em todo o mundo continuam a investigar o FVE. Seus achados estão documentados em dúzias de Web sites e também em livros.

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