"Algumas das 'vozes' são mais provavelmente pessoas criando significado a partir de ruído ao acaso, um tipo de pareidolia [a ilusão de que algo obscuro é real] ou apofenia [conexão mental não relacionada a fenômenos] auditivas", escreve Robert Carroll, Ph.D., em seu Web site, The Skeptic's Dictionary (em inglês). Existe a versão em português, o site Dicionário Cético.
"As pessoas são excepcionalmente maravilhosos em encontrar padrões no ruído", diz Edwin C. May, Ph.D., presidente dos Laboratories for Fundamental Research (em inglês) (Laboratórios para Pesquisa Fundamental). "O equipamento de nosso sistema sensorial é projetado para ver mudanças nas coisas." Assim, quando ouvimos sons repetidos, nosso cérebro capta e interpreta aquilo que soa para nós como palavras faladas. Se você ouvir milhares de trechos de áudio, contesta o Dr. May, eventualmente encontrará um que soe como uma voz. Os pesquisadores de FVE contestam, afirmando que a comunicação altamente interativa que estabeleceram seria impossível de desqualificar como interferências ou peças pregadas pelo cérebro. "Eu sou operador de radioamador há 40 anos, e nunca vi gravadores de fita ou digitais captarem uma interferência artificial", diz Oester. "Além disso, como pode um FVE interativo, em que o espírito está respondendo perguntas ou comentando minhas palavras, ser considerado interferência"?