A idéia surgiu em 1976, época da repressão. As crianças abandonadas, as que praticavam pequenos roubos e as que as mães não podiam sustentar, tinham que ter um destino. A presença delas nas ruas, pedindo, roubando, incomodava a burguesia e o governo da ditadura. Era preciso criar um espaço para colocar as crianças e adolescentes, já que pela pouca idade não poderiam ir para a cadeia e conviver com adultos criminosos. Nasce a Febem, a Fundação Estadual para o Bem Estar do Menor em todo o Brasil.
Desde o início, as unidades desses órgãos são marcada por denúncias de maus tratos e de não servir para recuperar os jovens. Só 14 anos depois – quando a Febem em todo o país era alvo de críticas – é que o país volta de fato seus olhos para o problema e é aprovada a Lei Federal 8069, em 13 de julho de 1990, o ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente.
Hoje, muitas das Febens mudaram de nome, como é o caso da Fundação Casa em São Paulo, mas os problemas parecem ser os mesmos. Comparando-se, muitas vezes, a situação tão ruins ou piores que as das prisões comuns brasileiras.
![]() Agência Estado Antiga Febem de São Paulo |
O acompanhamento se estende até o término da pena. Se durante a liberdade assistida ele reincidir, volta para as unidades e termina de cumprir a medida sócio-educativa imposta atrás das grades. Em muitos casos, os jovens que estão em semi-liberdade e em liberdade assistida prestam serviços à comunidade, de acordo com o que determina o juiz.
São Paulo é o Estado com o maior número de unidades (179) e de internos (22.022). Destes apenas 350 são meninas, o restante são garotos. Dos 22.022 menores de São Paulo, quase 6 mil cumprem medida sócio-educativa internados em regime fechado em 2007. O restante estava em semi-liberdade, liberdade assistida e uma parte – 2325 - prestavam serviços a comunidade.
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