A Divisão de Serviços de Informação da Justiça Criminal (CJIS) - em inglês - é a maior divisão do FBI. Isto faz sentido porque a coleta, análise e comparação dos dados da cena do crime são alguns dos trabalhos mais importantes do FBI. O CJIS abrange diversos programas, incluindo o Sistema Integrado de Identificação de Impressão Digital Automatizado (IAFIS) - em inglês. O IAFIS possui as impressões digitais de mais de 47 milhões de pessoas e é o maior banco de dados deste tipo no mundo. O CJIS também inclui o Centro Nacional de Informações Criminais (NCIC) - em inglês - que armazena informações detalhadas de crimes cometidos nos Estados Unidos, independente de qual organização tenha originalmente investigado o crime. Agências policiais, em nível local, estadual e nacional podem acessar ao mesmo tempo o IAFIS e a informações contidas no NCIC, o que auxilia na identificação de criminosos (que podem mudar de um lugar para outro) através de padrões comuns de ação e semelhanças entre os crimes.
Agências policiais também podem utilizar os serviços da Divisão de Laboratório. Como um dos maiores laboratórios forenses do mundo, o Laboratório Criminal do FBI realizou mais de um milhão de exames forenses e inventou técnicas pioneiras em análise. O laboratório realiza investigações forenses de todos os tipos, incluindo análises de DNA, sangue, cabelo, fibras, impressões digitais ocultas, documentos, manuscritos e armas. Agências policiais também podem receber treinamento do Centro de Treinamento e Pesquisa de Ciência Forense do Laboratório (FSRTC) - em inglês - da Academia do FBI. Especialistas do laboratório fornecem testemunhos qualificados em casos que lidam com evidências criminais.
O FBI tem sido o pioneiro na técnica de análises investigativas criminais (o que às vezes é chamado de "traçar perfis"), realizadas pelo pessoal da Unidade de Análises Comportamentais (em inglês). De acordo com o site da divisão, uma análise investigativa criminal "é um processo de revisão de crimes de a partir de dois aspectos, comportamental e investigativo". Agentes treinados para analisar perfis olham as evidências e circunstâncias que cercam o crime ou série de crimes e criam um perfil que descreve vários aspectos da personalidade do suspeito: sexo, idade, grau de instrução, tipos de trabalho e outros elementos que podem reduzir os limites das investigações e ajudar os agentes a definir prioridades. Traçados geográficos também ajudam - nesta técnica, os examinadores coletam informações sobre os locais do crime em um computador, que cria uma 'área de interesse' na qual os investigadores devem se concentrar [ref] (em inglês). Os examinadores devem passar por um treinamento de aproximadamente um ano e ter formação universitária em psicologia ou qualquer outra ciência social, mas a característica mais importante do examinador do FBI é a vasta experiência trabalhando em investigações.
O FBI tem uma das melhores equipes de resgate do mundo - a Equipe de Resgate de Reféns (em inglês), uma parte do Grupo de Apoio Tático de Reação a Incidentes Criminosos Críticos. Inicialmente, esta equipe era a unidade de resgate tático equipada como uma equipe SWAT. O trabalho deles era o de resolver uma situação de reféns com o uso da força. A unidade de Negociação de Reféns era separada e deveria tentar resolver situações de reféns de forma pacífica antes que a equipe entrasse em ação. Uma relação complicada cresceu entre as duas unidades, culminando no controverso incidente de Ruby Ridge. Em 1992, agentes federais estavam a procura de uma família fortemente armada na região rural de Idaho. O FBI decidiu agir, mas a Equipe de Resgate de Reféns comportou-se de forma contrária ao conselho de negociadores experientes e ordenou que os atiradores atirassem na família antes que os negociadores tivessem a chance de terminar tudo pacificamente. Os atiradores mataram a mãe. Em resposta a isso, e em função de outros incidentes, o FBI criou o Grupo de Resposta a Incidentes Críticos, o qual faz da Unidade de Negociação de Crise e a Equipe de Resgate de Reféns um grupo único com um único comandante.
Logo após 11 de setembro de 2001, o diretor do FBI, Richard Mueller, ordenou mudanças operacionais e organizacionais, e ampliou a missão da Agência: prevenir de ataques terroristas, reagir a operações de inteligência estrangeira contra os Estados Unidos e cuidar de ataques baseados em crimes na internet e outros crimes de alta tecnologia [ref] (em inglês). A organização também está trabalhando em avanços tecnológicos que atendem a essas mudanças e oferecem apoio mais efetivo às agências locais, estaduais e federais.
Para se tornar um agente do FBI, você deve ter nível superior, ser cidadão americano e ter entre 23 e 39 anos e não ter antecedentes criminais. Aproximadamente 10% de todos os candidatos são aceitos. Após os ataques de 11 de setembro, o número de candidatos aumentou drasticamente. Uma vez aceitos, os agentes treinam na Academia do FBI (em inglês), localizada em uma área dos Fuzileiros Navais dos Estados Unidos, em Quântico, Va. A academia de 385 acres foi fundada em 1972. Além de dormitórios, local de treinamento forense e laboratório de pesquisa, brigada de incêndio, garagem, pistas para perseguições, ginásios e biblioteca, a academia tem uma cidade fictícia chamada Hogan's Alley para treinamento. A academia não é aberta ao público. Mesmo que ser um agente do FBI possa ser perigoso, a Agência possui um registro de segurança excelente. Em 71 anos, de 1925 a 1996, apenas 33 agentes foram mortos em ação [ref]. |
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