por
Tom Scheve - traduzido por HowStuffWorks Brasil
Pesquisa na fazenda de corpos
Na última página, aprendemos sobre as características básicas e as atividades de uma fazenda de corpos. Vamos ver agora o que os cientistas aprendem nesses centros de pesquisa.
Fazendas de corpos permitem que os cientistas estudem o processo natural de apodrecimento do corpo humano e como um corpo em decomposição afeta o mundo ao seu redor. Por exemplo, toda a cadeia de insetos aumenta ou diminui na presença de um cadáver. Um corpo em decomposição irá afetar a vegetação ao redor ao matar a flora do local devido a enzimas digestivas.
Antropólogos forenses podem determinar a idade, o sexo, a raça e o tipo de físico de uma pessoa olhando os ossos do cadáver. Não há, normalmente, diferenças suficientes entre gêneros em esqueletos de pré-adolescentes quando se busca identificar o sexo de uma criança. A forma mais fácil de detectar o gênero em um esqueleto adulto é simplesmente olhar para o tamanho dos ossos - em
homens, os ossos e os ligamentos dos
músculos são normalmente maiores. Existem muitas diferenças no osso púbico, sendo o mais óbvio deles o tamanho da cavidade pélvica (espaço interno do osso púbico). A cavidade é maior nas
mulheres para ajudá-las no processo do parto.
 fanelie rosier © iStockphoto.com Antropologistas forenses são capazes de descobrir o perfil das vítimas apenas pela análise de seus ossos
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O esqueleto também oferece pistas que facilitam a identificação do sexo. O homem costuma ter a testa inclinada para trás, enquanto a de mulheres tende a ser mais arredondada. O queixo feminino normalmente é mais afilado, enquanto que o masculino costuma ter um formato mais quadrado.
Nem todos os ossos ajudam a estabelecer a idade dos restos mortais. Antropólogos forenses buscam determinados aspectos em crianças muito novas - se elas têm ou não dentes. Obviamente, isto não ajuda em casos de análises de crianças mais velhas. Ao contrário, outros aspectos devem ser verificados para identificar corpos mais velhos. As costelas podem ajudar a determinar a idade. Conforme envelhecemos, as extremidades da costela ficam mais desiguais e ásperas onde a cartilagem se liga ao esterno. Assim, quanto mais desigual ela for, mais velho é o corpo. Apesar das análises de antropologia forense, não há como determinar precisamente quantos anos a pessoa tem apenas por avaliação geral.
Para determinar a raça do falecido, antropólogos forenses buscam classificar o cadáver em um dos três grupos abrangentes a seguir:
africano,
asiático (em inglês) ou
europeu (em inglês). Esta tarefa não é simples. A maioria das diferenças é encontrada no esqueleto. A distância entre os olhos ou o formato dos dentes ajuda a determinar a etnia, assim como aspectos genéticos mais específicos, como características humanas encontradas em certas regiões da Ásia que não são comuns a outros asiáticos. Existem atualmente mais diferenças dentro de cada grupo racial do que entre os povos de diferentes países (fonte:
Ubelaker).
Quando a idade, o sexo e a etnia são identificados, estes dados - associados à medida dos ossos - podem ajudar a determinar a altura e o peso aproximados da pessoa antes da morte.
Embora ofereçam uma diversidade de informações, as fazendas de corpos levantam algumas polêmicas que discutiremos na próxima página.
O corpo pesa menos depois da morte? Em 1907, o Dr. Duncan MacDougall defendeu a idéia de que o corpo humano perde peso no momento da morte. Hoje, os cientistas são céticos quanto à metodologia de MacDougall. Alguns estudos recentes com ovelhas demonstraram que o corpo pode, na verdade, aumentar seu peso - em até meio quilo - momentaneamente após a morte. Este ganho de peso temporário também foi medido em pessoas meditando ou sonhando (fonte: Hollander). |