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Faquir é, na concepção muçulmana original do termo, um membro de uma ordem ascética do islamismo (Sufi) que pede esmolas. Originário do vocábulo árabe que significa "pobre", o termo expressa na cultura muçulmana a necessidade espiritual do homem por Deus. "Faquir" passou a ser usado também pelo hinduísmo na Índia para designar pessoas iluminadas ou santas que possuem "poderes milagrosos", como a habilidade de andar sobre o fogo, deitar sobre uma cama de pregos ou atravessar a face com longas agulhas. Com os avanços tecnológicos e da educação nas áreas urbanas, a influência da figura religiosa e mendicante do faquir na cultura indiana restringiu-se às áreas rurais. Para eles, os sofrimentos e privações a que se submetem são uma forma de adquirir controle espiritual sobre os próprios sentidos. No Brasil, o termo ganhou uma conotação popular empregado para pessoas que passam fome ou ficam deliberadamente sem comer ou se deixam ferir para exibir resistência às dores e provações.