Introdução sobre como funcionam as escolas técnicas
As escolas técnicas federais e estaduais são instituições de ensino que oferecem formação gratuita - profissional e tecnológica - em três níveis de ensino: médio, superior e pós-graduação.
Seus cursos de graduação, que são dadas nas chamadas faculdades tecnológicas, podem ter de dois a quatro anos de duração com foco nas necessidades do mercado de trabalho. Essas unidades, segundo o MEC (Ministério da Educação), órgão federal ao qual estão subordinadas, também conferem conhecimento técnico e científico, além de formação pedagógica a professores e especialistas.
 Centro Paula Souza / Tica Rosa Esta é a Escola Técnica Dona Escolástica Rosa, em Santos, a mais antiga de São Paulo
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Elas funcionam como
autarquias - entidades de direito público que têm autonomia econômica, técnica e administrativa, mas são mantidas e fiscalizadas pelo Estado. Suas unidades de ensino também podem operar de forma descentralizada: são as chamadas UNED´s (Unidades de Ensino Descentralizadas), o que significa que têm sede própria, embora mantenham dependência administrativa, pedagógica e financeira. Em janeiro de 2008, segundo o MEC, havia 177 Cefets no Brasil.
Essas instituições formam a Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica, que surgiu no Brasil no início do século passado, mais precisamente em 1909, no governo do
presidente Nilo Peçanha (1867/1924). Na época, foram criadas 19 escolas de Aprendizes e Artífices, que mais tarde deram origem aos Cefets.
Além da rede federal, alguns Estados têm suas próprias instituições públicas de ensino tecnológico. É o caso de São Paulo, que mantém 151 Etecs (Escolas Técnicas) e 45 Fatecs (Faculdades de Tecnologia) em 127 cidades de São Paulo. Administradas pelo
Centro Paula Souza – autarquia ligada ao governo do Estado-, as Etecs oferecem 86 cursos de nível médio e técnico (que pode ser feito ao mesmo tempo ou depois de concluído o ensino médio), e as Fatecs, 39 cursos superiores na área de tecnologia. No total, o Centro Paula Souza atende cerca de 150 mil estudantes (dados de novembro de 2008).
As escolas técnicas ganharam impulso na década de 80, em conseqüência de um novo cenário econômico e produtivo que se estabeleceu no país, com o desenvolvimento e o emprego de tecnologias complexas, agregadas à produção e à prestação de serviços. A partir de então, as empresas passaram a exigir mais qualificação da mão-de-obra técnica. O crescimento da demanda impôs às instituições federais de educação profissional
a necessidade de diversificarem cada vez mais os seus programas
e cursos para elevar os níveis da qualidade da oferta. Atualmente, a
Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica cobre todo o território
nacional, com unidades espalhadas por todos os Estados da Federação, a maioria deles com mais de uma escola.
Como ingressar
 Centro Paula Souza / Raul de Albuquerque A sede do Centro Paula Souza, em São Paulo
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O acesso a uma escola técnica federal só ocorre por seleção pública (prova escrita, incluindo redação). O número de vagas é limitado e varia de acordo com as dimensões populacionais do Estado onde a unidade está localizada. No caso do Ensino Médio ou Ensino Médio Integrado à Educação Profissional (profissionalizante), o estudante precisa ter concluído o ensino fundamental e se submeter a um exame chamado de vestibulinho para concorrer a uma vaga. Para o Ensino Técnico subseqüente, o aluno tem de ter terminado o Ensino Médio. O mesmo pré-requisito serve para os cursos do terceiro grau e, nesse caso, o acesso se dá através de um concurso vestibular nos moldes tradicionais, como em qualquer outra universidade. |