As primeiras escolas de samba do Brasil pouco se pareciam com as de hoje em dia. Muito menores, não tinham a estrutura rígida das estrelas da Sapucaí – nem o mesmo luxo.
![]() Enciclopédia Delta Universal Pixinguinha foi um dos criadores das escolas de samba |
A moda pegou. A partir daí, os blocos e as escolas de samba, em forma de agremiações, se espalharam pelo Rio. No carnaval, elas se concentravam na Praça Onze, na Cidade Nova. O local é considerado o berço do carnaval carioca e foi tema do samba enredo da Salgueiro em 1970 (“Praça Onze, carioca da gema”) e do samba “Praça Onze”, de Herivelto Martins e Grande Otelo.
Nessa época, já existia uma separação de funções nas escolas: compositores, instrumentistas, sambistas e dançarinas (que eram chamadas de pastoras). As mulheres se fantasiavam de baianas (foi daí que surgiu a ala das baianas, hoje obrigatória nos desfiles). Os homens, por sua vez, usavam camisas listradas e chapéus de palha, inspirados em capoeiristas da época – figurino que foi imortalizado como a típica imagem do malandro carioca.
A partir da metade dos anos 1950, esses grupos começaram a se fundir, formando organizações cada vez maiores e a adquirir uma estrutura administrativa mais rígida, com diretores, conselheiros, tesoureiros e secretários.
Atualmente, escolas de samba são instituições sem fins lucrativos organizadas em formato de grêmio recreativo esportivo social (daí a sigla G.R.E.S., que precede o nome das escolas). Ao longo do ano, realizam ações sócio-culturais envolvendo as comunidades onde estão inseridas. Isso vai desde recreação para crianças até aulas de línguas e oficinas profissionalizantes.
O objetivo principal, porém, é a organização do desfile de Carnaval. E é seu desempenho na avenida que vai determinar sua ascensão ou rebaixamento na hierarquia das escolas de samba.